Senado celebra os 50 anos da Suframa

Geraldo Magela/ Agência Senado

Com informações de assessoria / portal@d24am.com

Manaus – A capacidade da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) de combinar desenvolvimento regional e preservação de florestas foi destacada por senadores e convidados presentes à sessão especial do Plenário, ontem, em comemoração aos 50 anos da autarquia. Os parlamentares também ressaltaram os desafios que a superintendência enfrenta para manter a atratividade de investimentos na região.

Criada em 28 de fevereiro de 1967 e com atuação na Amazônia Ocidental (Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima) e nos municípios de Macapá e Santana, no Amapá, a Suframa é hoje um parque industrial com mais de 460 empresas e faturamento em torno de R$ 75 bilhões.

“A Zona Franca de Manaus representa o mais bem-sucedido programa de estímulo à indústria sem agressão ao meio ambiente. Não é por outro motivo que se aprovou a extensão deste modelo econômico até o ano de 2073, mediante a promulgação da Emenda Constitucional 83, de 2014, cuja relatoria tive a honra de conduzir no âmbito do Senado Federal”, afirmou o senador Eduardo Braga (PMDB-AM), na presidência da sessão.

Para o parlamentar, os próximos 50 anos serão orientados pela busca de processos produtivos capazes de ampliar a atratividade de investimentos para fabricação de novos produtos na Amazônia e a expansão de mercados.

Também os outros dois senadores pelo Amazonas, Vanessa Grazziotin (PCdoB) e Omar Azis (PSD), ressaltaram a capacidade da Suframa de promover o desenvolvimento sem destruir a floresta, com base em um modelo de crescimento econômico orientado por práticas sustentáveis de produção.

“Os incentivos (direcionados à Zona Franca de Manaus) têm sido fundamentais não só para o desenvolvimento regional, mas principalmente para a preservação da floresta, sendo uma contribuição que a nossa Amazônia dá para o combate ao aquecimento global”, disse Vanessa.

Na opinião de Omar Aziz, é preciso melhorar a infraestrutura e a logística na região, como reconhecimento às contribuições ambientais da Amazônia e como condição para aumentar a competitividade das indústrias lá instaladas.

“Nós somos sobreviventes, porque não temos infraestrutura, não temos logística e conseguimos viver 50 anos com a Zona Franca de Manaus. À isenção dada ao Amazonas, nós damos uma contrapartida que coloca o Brasil como exemplo de questões ambientais, pois preservamos 98% da nossa floresta”, afirmou.

Para Valdir Raupp (PMDB-RO), o fortalecimento da Suframa também se reverte na redução das desigualdades regionais no Brasil. “Em Rondônia, a Suframa sempre teve uma atuação relevante, principalmente nos projetos de piscicultura, na produção de leite, no comércio, na indústria e no apoio aos municípios com maquinários”, relatou Raupp, ao lamentar o contingenciamento de recursos da autarquia nos últimos dez anos.

Também o senador Gladson Cameli (PP-AC) cobrou mais investimentos federais na região. “”A Zona Franca cumpre um papel fundamental para os Estados da Região Norte. É um exemplo de progresso, de como gerar emprego e gerar renda”, completou.
Biotecnologia

Ao falar aos senadores, Rebeca Martins Garcia, superintendente da Suframa, demonstrou otimismo na implantação de medidas para superar dificuldades decorrentes da crise econômica enfrentada pelo País.

“O objetivo é estimular o Polo Industrial de Manaus, para que possa superar os recordes alcançados em produção, faturamento e geração de empregos. Além disso, dar sustentação à diversificação da economia regional, estimulando a geração de emprego e renda em toda a área de atuação da Suframa, com base na matéria-prima regional”, frisou.

Ao falar em nome da Assembleia Legislativa do Amazonas, a deputada Alessandra Campêlo (PMDB) apontou realizações promovidas pela Suframa, mas cobrou “o verdadeiro desenvolvimento da Região Amazônica”, baseado em uma política nacional de biotecnologia e voltado ao aproveitamento da biodiversidade da Amazônia.
Ministro da Transparência fará palestra a  empresários do AM

O ministro da Transparência, Fiscalização e Controladoria Geral da União (CGU), Torquato Jardim, realizará, em Manaus, hoje, o primeiro de uma série de dez encontros pelo Brasil para divulgar o Pró-Ética 2017. O objetivo é apresentar o programa  e estimular a participação de diversos setores da economia, bem como destacar a importância da integridade, ética e transparência tanto no ambiente corporativo interno quanto na relação de negócios entre os setores público e privado.

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