Renda média no AM reduz para R$ 739 e se torna a quarta pior do Brasil

Da Redação / portal@d24am.com

Manaus – Cada membro das famílias do Amazonas recebeu R$ 739 no ano passado, em média, o quarto valor mais baixo entre as 27 capitais do País e também abaixo do salário-mínimo, que era R$ 880. Um ano antes, esse valor era de R$ 753, o que deixava o rendimento das famílias locais como o 8º menor. Os dados foram divulgados, nessa sexta-feira (24), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ao apontar que a média nacional atingiu R$ 1.226.

Com o resultado, o rendimento das famílias do Amazonas só ficou acima do Pará, Alagoas e Maranhão, a mais baixa, equivalente a R$ 575, na média. O Distrito Federal  manteve o valor mais alto, com  R$ 2.351 seguido por São Paulo, que somou R$ 1.723.

Calculados com base nas informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), os números foram encaminhados ao Tribunal de Contas da União (TCU) e servem como parâmetro para o rateio do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE), conforme estabelece a Lei Complementar 143/2013.

De acordo com o IBGE, os rendimentos domiciliares são obtidos pela soma dos rendimentos do trabalho e de outras fontes recebidas por cada morador no mês de referência da pesquisa. O rendimento domiciliar per capita é a divisão dos rendimentos domiciliares pelo total dos moradores. Esses rendimentos são calculados para cada unidade da federação e para o Brasil, considerando sempre os valores expandidos pelo peso anual da pesquisa.

Pelos dados divulgados, dentre as 27 unidades da federação em apenas 12 o rendimento nominal mensal domiciliar per capita da população passa de R$ 1 mil. Em 2015, as mesmas 12 unidades da federação apresentaram rendimento nominal mensal per capita superior a R$ 1 mil.

De acordo com o IBGE, na Pnad Contínua, cada domicílio selecionado para participar da amostra é pesquisado durante cinco trimestres consecutivos, sendo uma  única vez a cada trimestre. Esse esquema possibilita a investigação de temas em determinado trimestre ou, anualmente, em determinada entrevista ao longo de quatro trimestres. Por exemplo, os resultados de um tema podem ser obtidos pela acumulação das informações dos domicílios em que se realiza a primeira entrevista no 1o, 2o, 3o e 4o trimestres de determinado ano. Dessa forma, ao longo de um ano, acumulam-se 80% da amostra, cujo universo atingiu,  aproximadamente, 169 mil domicílios, no ano passado.

A renda média dos trabalhadores ficou praticamente estável no trimestre encerrado em janeiro, em relação a um ano antes. O movimento ocorre porque, embora tenha havido demissão em massa de trabalhadores com salários mais baixos, a média salarial não sobe porque tem descontada a inflação do período, explicou o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.

“Tem demissão no chão de fábrica e na construção. Você tirou do mercado uma parcela considerável de pessoas com rendimento baixo. O rendimento médio poderia até subir, mas ele não sobe por conta da inflação”, explicou.

A indústria dispensou 897 mil trabalhadores no período de um ano, enquanto a construção demitiu outros 755 mil empregados. O rendimento médio real saiu de R$ 2.047, em janeiro de 2016, para R$ 2.056, em janeiro de 2017, segundo os dados da Pnad Contínua.

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