Maiores cidades do Amazonas abrem só 22 vagas

Foto: Eraldo Lopes

Beatriz Gomes / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Os 21 maiores municípios do Amazonas com mais de 30 mil habitantes contrataram apenas 121 trabalhadores com carteira assinada e  demitiram 99, saldo de apenas 22 vagas, ou quase uma por cada município, em fevereiro. Segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho (MT), essas cidades não geraram nem 5% do total de  empregos criados do Estado, nos últimos três anos.

O Amazonas começa a diminuir o ritmo de queda de vagas de emprego com a perda de 1,7 mil, em fevereiro, sendo 1,4 mil em Manaus. Os outros 21 municípios tiveram baixo saldo de vagas no mês. Mesmo com o fraco desempenho, a situação foi melhor do que em fevereiro do  ano passado, quando esses municípios perderam 43 postos de trabalho.

Em média, pelo menos nos últimos três anos, Manaus representou 95,5% dos empregos gerados no Estado, enquanto o interior não chega a movimentar nem 200 vagas em um mês.

Um dos municípios com maior movimentação no mercado de trabalho, Itacoatiara  (a 176 quilômetros a leste de Manaus), admitiu 128 pessoas contra 162 demissões, no segundo mês de 2017, um saldo negativo de 34 vagas, enquanto que, em fevereiro de 2016, foram 98 contratados e 126 demitidos, retração de 28 postos de trabalho.

Em Manacapuru (a 68 quilômetros a oeste da capital), foram 43 admissões contra 75 demissões, em fevereiro, retração de 32 postos de trabalho. Em igual mês de 2016,  foram 59 admissões contra 51 demissões, saldo de oito vagas.

Já Parintins (a 369 quilômetros a leste) contratou 40 e demitiu 23 trabalhadores, em fevereiro, enquanto que no mesmo mês de 2016 foram 46 admitidos contra 57 demitidos.

Iranduba (27 quilômetros a sudoeste) também está entre os municípios com maior movimentação, ao contratar 59 e demitir 69 pessoas, em fevereiro do ano passado. Já neste ano, foram 46 admissões e 36 desligamentos.

A indústria puxou para baixo o saldo do emprego no Amazonas, em fevereiro, ao  encerrar 578 postos de trabalho. A construção civil fechou 426 vagas e o setor agropecuário, com pouco peso no mercado de trabalho do Amazonas, teve saldo negativo de 358 postos. O comércio, em janeiro, fechou 910 vagas,  enquanto que em fevereiro foram 254. Já o setor de serviços registrou  com 178 postos encerrados, no mês passado.

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