Contribuinte tem encontro com o IR

Beatriz Gomes/Redacao@diarioam.com.br

Manaus – A dez dias do começo do prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2017, e, apesar da Receita Federal ainda não ter liberado o programa na internet, é importante começar a reunir os documentos e informes de rendimento para não deixar para última hora e acabar na malha fina. O prazo esse ano está mais curto e vai de 2 de março até 28 de abril e novas regras ainda devem ser divulgadas.

“Separe os informes de rendimento que a empresa fornece, do banco, da escola, as despesas médicas com plano de saúde, escolas dos dependentes diretos e faculdade dos dependentes diretos e dos titulares”, oriente o presidente do Conselho Regional de Contabilidade (CRC), Manoel Junior.

Preencher o rascunho que está disponível no site da Receita também é uma forma de perder menos tempo na declaração. “Você pode ir montando a declaração e exportar para o programa quando liberarem para download”, disse Júnior.

A obrigatoriedade do CPF dos dependentes saltou para 12 anos. No ano passado era 14 e em 2015, 16 anos. Para serem relacionados, os dependentes, com 12 anos completos até 31 de dezembro de 2016, deverão ter CPF.

Brasileiros com bens e direitos no Exterior devem enviar a Declaração de Capital Brasileiro no Exterior 2017 – ano base 2016 -, cujo prazo termina em 05 de abril.

Por isso, é preciso ter atenção e reunir o mais cedo possível a documentação para evitar o envio de informações equivocadas ao fisco o que gera problemas como a retenção da declaração de imposto de renda em malha fiscal.

Obrigatoriedade

Está obrigado a entregar  quem recebeu rendimentos tributáveis (salários, pró-labore ou aluguéis, por exemplo) superiores a R$ 28.123,9,  em 2016; Recebeu rendimentos isentos, não-tributáveis (doações, rendimentos de poupança, letras de créditos, etc.) ou tributados exclusivamente na fonte (aplicações de renda fixa, ganho de capital, décimo terceiro, etc.), cuja soma tenha sido superior a R$ 40 mil, no ano passado; Obteve ganho de capital na venda de bens ou direitos (imóveis, veículos, motos, etc.), sujeito à incidência do imposto ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e semelhantes; Teve a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil; Passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês do ano que passou; Optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, cujo produto da venda seja destinado à aplicação na aquisição de imóveis residenciais localizados no País; Teve, no ano passado, receita bruta em valor superior a R$ 140.619,55 oriunda de atividade rural.

Atualmente, a Receita Federal do Brasil possui um dos mais modernos centros de processamento de dados do mundo que permitem realizar cruzamento de informações de todos os contribuintes (pessoas físicas e jurídicas), checando praticamente todas as informações, como: cartões de crédito, despesas médicas, movimentações financeiras, dentre outras.

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