Pivô da queda de Melo quer ir para a Europa

A empresária Nair Blair pediu da Justiça Federal do Amazonas autorização para viajar à Europa para visitar parentes e a retirada do nome dela do Sistema Nacional de Procurados e Impedidos (Sinpi)

Álisson Castro / redacao@diarioam.com.br

Manaus – A empresária Nair Blair, pivô da cassação do ex-governador do Amazonas José Melo em 2017, pediu à Justiça Federal do Amazonas autorização para viajar à Europa visitar parentes e a retirada do nome dela do Sistema Nacional de Procurados e Impedidos (Sinpi). A viagem será no final deste mês.

Nair Blair esteve diretamente envolvida no processo de cassação de mandato do governador cassado José Melo (Foto: Eraldo Lopes)

Diante do pedido, o juiz federal Leonardo de Miranda Fernandes determinou que a empresária Nair Blair informe o endereço em que pretende ficar hospedada durante visita que pretende fazer a parentes que moram nas cidades da Europa, bem como sejam apresentadas as passagens de Nair.

A empresária esteve diretamente envolvida no processo de cassação de mandato do governador cassado José Melo, afastado do cargo por decisão da Justiça Eleitoral por abuso de poder econômico e político durante a eleição de 2014.
Na decisão, o magistrado lembra as medidas cautelares impostas à empresária. “Veja-se que a requerente encontra-se em cumprimento de medidas cautelares diversas da prisão: 1) proibição de se ausentar do distrito da culpa (com obrigação de depositar passaporte na sede da Superintendência da Polícia Federal); 2) comparecimento mensal em juízo; 3) obrigatoriedade de acompanhar os atos processuais, mantendo endereço atualizado”.

No pedido formulado por Nair à Justiça Federal, ela solicita autorização de viagem para as cidades de Bruxelas e Finnsnes, localizadas, respectivamente, na Bélgica e na Noruega, em que informa pretender visitar dois filhos menores em Bruxelas e sua filha Danny Blair em Finnsnes. Argumenta, ainda, que participará da formatura escolar do nível Médio da filha Danny Blair, em Finnsnes, e também postulou que se oficie à Polícia Federal para emissão de novo passaporte, em razão do fim da validade daquele que foi entregue à Justiça.

Durante processo de cassação em 2017, a maioria dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entendeu que José Melo tinha, pelo menos, conhecimento da compra de votos realizada por Nair Queiroz Blair dentro do próprio comitê de campanha do candidato, no dia 24 de outubro de 2014. A empresa de Nair era contratada pelo governo estadual por R$ 1 milhão.

Melo foi acusado de contratar, sem licitação ou licença, a empresa ‘laranja’ Agência Nacional de Segurança e Defesa, de Nair Blair, para receber dinheiro que seria usado na compra de votos para beneficiar sua reeleição. A empresa foi contratada para prestar segurança em Manaus durante a Copa do Mundo, quando o evento já estava na metade, de acordo com a autora da ação.

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