IDP: Braga tem 31,1% e Amazonino 27,9% das intenções de votos

A pesquisa foi realizada nos dias 18, 19, 20, 21, 22 e 23 deste mês, em Manaus e no interior do Estado, com 1.600 eleitores. E tem margem de erro máxima de 2,45 pontos percentuais

Da Redação/redacao@diarioam.com.br

Manaus – Se a eleição suplementar para o Governo do Amazonas, marcada para o próximo dia 6 de agosto, fosse hoje, os candidatos Eduardo Braga (PMDB) e Amazonino Mendes (PDT) passariam tecnicamente empatados para disputar um segundo turno em que, também, aparecem tecnicamente empatados, de acordo com o INSTITUTO DIÁRIO DE PESQUISA (IDP), da REDE DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO, registrada na Justiça eleitoral (AM-09375/2014). No primeiro turno, Braga obteria 31,1% dos votos, contra 27,9% de Amazonino.

A pesquisa foi realizada nos dias 18, 19, 20, 21, 22 e 23 deste mês, envolvendo diversos bairros localizados nas 13 zonas eleitorais do município de Manaus e em 12 zonas eleitorais no interior do Estado. Foram entrevistados 1.600 eleitores. O estudo foi conduzido de modo que a margem de erro máxima seja de 2,45 pontos percentuais para mais ou para menos, com um intervalo de confiança de 95%. De acordo com a metodologia da pesquisa, considerando a margem de erro, Braga obteria entre 28,65% e 33,55% dos votos e, Amazonino, entre 25,45% e 30,35%.

O levantamento foi domiciliar, sendo entrevistado um único eleitor por domicílio. Os domicílios foram escolhidos por sorteio, tendo todos iguais chances de fazer parte da amostra. Somente foram entrevistados eleitores cujo domicílio está em um bairro que faz parte de sua zona eleitoral e que estejam aptos a votar nas eleições 2017, com sua situação devidamente regularizada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Um intervalo de confiança a um determinado nível – que neste caso é de 95% – com uma determinada margem de erro é um procedimento que garante que, se esta pesquisa fosse feita 100 vezes, repetindo-se as mesmas condições, então em aproximadamente 95 destas vezes as proporções obtidas em cada resposta, com uma variação de 2,45% para mais ou para menos, estariam estimando o verdadeiro pensamento de todos os eleitores do Amazonas, explica o matemático e consultor estatístico Edmilson de Araújo Silva, responsável pela pesquisa.

Em terceiro lugar, aparece a candidata do PP, Rebecca Garcia, com 12,5% das intenções de votos, seguida de José Ricardo (PT), com 4,9%, Liliane Araújo (PPS), com 2,4%, Marcelo Serafim (PSB), com 1,6%, Wilker Barreto (PHS), com 1,4%, Luiz Castro (Rede), com 0,9% e Jardel (PPL), com 0,5%. A pesquisa mostra, ainda, que 9,9% dos eleitores votariam em branco ou anulariam os votos e 6,9% que não sabem ou não responderam.

Computando apenas os votos válidos, que não contam os votos brancos e nulos e os que não responderam, Braga tem 37,4%, Amazonino 33,6%, Rebecca 15%, Ricardo 5,9%, Liliane 2,9%, Serafim 2%, Barreto 1,7%, Castro 1,1% e Jardel 0,6%.

Segundo turno

O IDP também perguntou aos eleitores sobre a intenção e voto no segundo turno. Braga e Amazonino também aparecem tecnicamente empatados: Braga teria 37,5%, contra 35,4% de Amazonino, com 21,8% de brancos e nulos e 5,3% dos que não souberam responder. Considerando a margem de erro de 2,45 pontos percentuais, Braga teria de 35,05% a 39,95% dos votos e, Amazonino, de 32,95% a 37,85%. Em votos válidos (não se computa os brancos, nulos e indecisos), seriam 51,4% para Braga e 48,6% para Amazonino.

Suplementar

Os eleitores do Amazonas vão eleger o novo governador por decisão da Justiça Eleitoral, que cassou o mandato do ex-governador José Melo (PROS), e de seu vice, José Henrique de Oliveira, por compra de votos nas eleições de 2014. A Justiça decidiu que Melo tinha, pelo menos, conhecimento da compra de votos realizada por Nair Blair dentro do comitê de campanha do candidato. A empresa de Nair era contratada, sem licitação, pelo governo estadual, por R$ 1 milhão.

Na decisão que confirmou a cassação de Melo e Henrique, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mantiveram também a multa solidária de R$ 53 mil, aplicada contra os dois. O TSE determinou a comunicação imediata ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE) para que fossem realizadas novas eleições diretas para os cargos. No último dia 7 de julho, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello manteve a eleição direta para escolha do novo governador do Amazonas.

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