Trio confessa que matou e enterrou corpo a mando de traficante, diz PC

Segundo a PC, uma das suspeitas para a morte de 'Ronni', encontrado em uma invasão do bairro da União, é que ele estava invadindo a área de outro traficante

Carla Albuquerque

Manaus – Fernando dos Santos da Silva, 30, Gean Gomes das Chagas, 22, o ‘Babidi’, e Thiago Nazaré da Silva, 22, o ‘Chili’, foram presos, na última terça-feira (27), pela Polícia Civil (PC). De acordo com o diretor do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), Guilherme Torres, eles confessaram à PC terem assassinado e enterrado o corpo de Ronniery Nascimento Rodrigues, 30, o ‘Ronni’, a mando do traficante Adriano Rolin da Silva, o ‘Dri’, que comanda o tráfico de drogas na zona centro-sul de Manaus.

O trio preso foi indiciado por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e organização criminosa (Foto: Raquel Miranda)

Torres explicou que o crime foi praticado como uma forma de ‘recado’ para os demais envolvidos com o tráfico na área do Bairro da União, na zona centro-sul de Manaus. Segundo ele, a polícia tem duas hipóteses para a motivação da execução. Uma delas é a de que Ronni estava devendo ao tráfico; outra é de que ele era envolvido como tráfico e estava invadindo área comandada por Dri.

A polícia começou a investigar o crime, depois que familiares de Ronni denunciaram à polícia o desaparecimento dele, no 29 de janeiro deste ano. A polícia realizou cinco buscas pelas matas à procura do corpo do rapaz, que, segundo denúncias, havia sido morto pelos traficantes.

Na tarde da última terça-feira, uma nova operação foi realizada pelas policiais civis e militares para localizar o corpo de Ronni. A ossada dele foi encontrada enterrada em uma cova, na invasão Buritizal, no Bairro da União. De acordo com o delegado, ele foi torturado, degolado e enterrado.

Ainda de acordo com Torres, a polícia chegou à localização da cova após a prisão de Fernando, Gean e Thiago. Além deles, outras quatro pessoas ainda estão sendo procuraras por envolvidas no crime. O trio preso foi indiciado por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e organização criminosa.

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