Polícia prende suspeito de matar maquiador em salão no Vieiralves

Diego foi localizado na comunidade do Parauá, no Careiro da Várzea

Jucélio Paiva e Gisele Rodrigues/redacao@diarioam.com.br

 

Manaus – Diego Sabino de Araújo, conhecido como ‘Diego Olhão’ ou ‘Coqueirinho’, suspeito de assassinar, a tiros, o maquiador João Felipe de Oliveira Martins, 22, no dia 30 de agosto deste ano, foi preso na tarde de hoje, no Careiro da Várzea (a 25 quilômetros a leste de Manaus). A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da Polícia Civil (PC).

Diego Sabino de Araújo foi preso na tarde hoje, no Careiro da Várzea (a 25 quilômetros a leste de Manaus). Foto: Polícia Civil/Divulgação

A prisão ocorreu menos de seis horas depois da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) apresentar Géssica alves Alho, 24, apontada como uma das participantes do assassinato, e divulgar a imagem de Diego. Diego foi localizado na comunidade do Parauá, no Careiro da Várzea.

Na manhã de hoje, o delegado da DEHS, Juan Valério, disse que Géssica, que havia sido presa no último sábado (9), contou, em depoimento, que uma pessoa entrou em contato, por telefone, para que ela levasse o pistoleiro até o salão da empresária Michele Carrate, filha da vereadora Glória Carrate (PRP), o Sempre Bella, na Rua Rio Tarauacá, conjunto Vieiralves, bairro Nossa Senhora das Graças, zona centro-sul. O valor negociado foi de R$ 500.

“Aceitei pelo meu filho, eu não sabia que ele ia matar, pensei que ia assaltar. Quando vi a arma no carro, ele disse que ia matar uma mulher que estava devendo um dinheiro”, afirmou.

Em entrevista, Géssica apresentou algumas contradições. Primeiro relatou que não sabia quem estava contratando, que a pessoa entrou em contato por um número de telefone privado. Em seguida, ela informou à reportagem que havia recebido uma mensagem no aplicativo Whatsapp.

“Eu topei porque estava precisando, para comprar umas coisas para o meu filho. Eu faço, sim, uns ‘corres’, mas é ‘corre’ de faxina e essas coisas”, afirmou.

Após o homicídio, Géssica deixou o salão a pé e conseguiu pegar um táxi no final da rua. De acordo com ela, nenhum valor foi repassado pela participação no crime.

 

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