Pai é suspeito de atirar em filha bebê; alvo era a mulher, diz polícia

Caso aconteceu na noite deste domingo (4), em Manaus. A criança foi levada para o 'Joãozinho', segundo informações da Polícia Militar

Carla Albuquerque / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Um homem, 26, foi preso, na noite deste domingo (4), suspeito de ter atirado com uma arma caseira, na filha, de um ano e três meses. O caso aconteceu no Km 8, no Ramal do Brasileirinho, na zona leste de Manaus. Segundo o tenente-coronel Roberto Araújo, comandante do Policiamento Especializado (CPE), a intenção do suspeito era atingir a companheira, com quem estava brigando, no momento do disparo.

O pai da criança atingido pelo tiro foi preso (Foto: Divulgação/PM)

De acordo com o coronel, policiais da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) receberam a denúncia por volta das 22h. Segundo a Polícia Militar (PM), o suspeito tinha tentado atingir a mulher e acabou ferindo a criança no braço.

Segundo os avós paternos da menina, o disparo que atingiu a criança foi acidental. A avó, que não quis ser identificada, disse que o filho havia deixado a arma ao alcance da neta. “Ele não atirou em ninguém. Foi ela quem foi brincar com a arma e ela disparou sozinha, mas graças a Deus não foi grave”, disse.

À reportagem, o pai do suspeito, que também não quis ser identificado, confirmou que o filho estava embriagado, mas também negou que o filho tenha sido autor do disparo. “Os dois (pai e mãe) erraram porque deixaram a maldita arma ao alcance da criança. Mas, não foi ele quem atirou. Se tivesse sito ele, eu mesmo o teria levado à polícia”, afirmou.

Conforme a avó, a criança foi atingida com um tiro no ombro e está fora de perigo. “Agora, ela está sendo amamentada, mas está tudo bem”, afirmou.

No local do disparo, os policiais dizem ter encontrado uma arma em cima de uma cama. A polícia afirmou que uma munição tinha sido deflagrada. Ainda segundo a PM, o homem aparentava estar embriagado.

Após o disparo, a criança foi levada para o Hospital e Pronto-Socorro da Criança da Zona Leste João Lúcio, o ‘Joãozinho’.

O caso foi registrado na Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA).

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