Trio é preso suspeito de matar homens e abandonar corpos em esgoto, no Mutirão

O trio foi preso após se envolver em um tiroteio com policiais militares. Os homens confessaram serem autores do duplo homicídio, ocorrido nesta quinta-feira (17)

Jucélio Paiva / redacao@diarioam.com.br

Manaus – “Morreram porque são safados. Essas armas são todas pra eles”, disse um dos suspeitos de torturar e matar dois homens, no Mutirão, bairro Amazonino Mendes, zona norte da capital, após ser preso na tarde desta sexta-feira (18). O suspeito foi preso com mais dois comparsas em uma casa no Mutirão. O trio foi encontrado com uma metralhadora e duas espingardas e confirmaram que se preparavam para invadir a ‘boca de fumo’ do ‘Tio Patinhas’, ligado à uma facção criminosa rival.

O trio foi preso após se envolver em um tiroteio com policiais militares. (Foto: Jimmy Geber)
 Conforme o tenente Milton Pinto, da Força Tática, da Polícia Militar (PM), Paulo Ricardo de Abreu Oliveira, 29, Isaias Sales de Oliveira, 18, e Bruno Washington Oliveira da Silva, 21, foram presos, por volta das 16h, após se envolverem em um tiroteio, com uma equipe da 27ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom). A casa onde o trio estava com as armas está localizada na Rua 1, do conjunto Mutirão.

Uma denúncia anônima levou os policiais até o imóvel, segundo o tenente Milton Pinto. “A denúncia informava que na casa estava os assassinos dos dois homens mortos no Mutirão. Quando chegamos na casa, um deles estava escondido embaixo da cama”, disse. Durante apresentação dos suspeitos no 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP), um deles, Paulo Ricardo, afirmou que eles fazem parte da facção criminosa FDN.

Segundo o suspeito, eles iriam invadir uma boca de fumo, liderada pelo traficante de drogas, Clemilson dos Santos Farias, o ‘Tio Patinhas’, e matariam traficantes rivais. “Nós vamos pegar esses safados do Comando Vermelho. Estamos preparados para pegar eles”, comentou. Até o início da noite desta sexta-feira, os suspeitos prestavam depoimento no 6º DIP.

Mortes

Na tarde de quinta-feira (17), dois homens, ainda não identificados no Instituto Médico Legal (IML), foram torturados, obrigados a ficar de joelhos em um esgoto, e executados com tiros na cabeça, na rua Francisco Galvão, no Mutirão. Antes de serem assassinadas, os suspeitos ainda fizeram um vídeo, onde apontavam as vítimas, como traficantes de uma facção criminosa rival.

VÍDEOS