Homens são presos suspeitos de organizarem esquema de vagas de emprego

Cinco homens foram presos suspeitos de realizarem um esquema criminoso de compra e venda de vagas de trabalho em empresas terceirizadas da refinaria Isaac Sabbá, em Manaus

Filipe Távora / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Cinco homens foram presos, suspeitos de realizarem um esquema criminoso de compra e venda de vagas de trabalho em empresas terceirizadas que atuam na refinaria Isaac Sabbá, na capital. De acordo com o delegado Fernando Bezerra, titular do 7° Distrito Integrado de Polícia (DIP), o grupo tem abrangência nacional.

De acordo com a polícia, o grupo tem abrangência nacional (Foto: Raquel Miranda)

“Eles aproveitam determinado momento, em que as refinarias, pelo Brasil todo, encontram-se em parada técnica. É um momento muito sensível da produção industrial, em razão da possibilidade de desabastecimento”, explicou o delegado.

Bezerra disse também que os membros do grupo criminoso convocavam pessoas em estado de vulnerabilidade, como desempregados, e ofereciam vagas de emprego. Os suspeitos impediam os funcionários das empresas de trabalharem, exigindo dinheiro das empresas.

“Se trata de uma forma de extorsão de empresas a partir das quais ele começam a indicar os currículos, que são direcionados para as empresas com os nomes, inclusive, das lideranças nacionais, para que elas recebam verbas ou até mesmo recursos financeiros derivados desse tipo de crime”, explicou o delegado.

Bezerra disse, também, que os membros da associação criminosa intimidavam os funcionários das empresas vitimadas. “Eles interceptam trabalhadores das empresas, agindo de forma muito violenta. Eles utilizam de movimentos paredistas — movimentos grevistas sem legitimidade, uma vez que não tem comunicação aos órgãos de trabalho ou às categorias de classe”, contou.

O delegado comentou, também, que a quantia de dinheiro que os suspeitos conseguiam das empresas dependia do porte financeiro das mesmas. “Eles negociam de acordo com a capacidade econômica de cada empresa. Toda a sociedade é vítima [desse caso] porque ficamos reféns de movimentos paredistas sem legitimidade”, comentou.

De acordo com a Polícia Civil (PC), os suspeitos são: Edvar de Oliveira Albuquerque, 37, conhecido como “Coringa”; Denis de Jesus Gomes Viana, 41, apontado como braço direito do Coringa; Rafael dos Anjos Souza, 29; Daniel Freires da Silva, 29, “Mauá” ou “Corinthians” e José Augusto dos Santos Filho, 35, “Rasta”.

O grupo responderá por extorsão, associação criminosa, ameaça e crimes contra a organização do trabalho.

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