“Eu estava lá, mas não ajudei”, diz último preso envolvido na morte de veterinário

Crime aconteceu em 2014 e o mandante do crime, um policial aposentado, foi condenado a 17 anos de prisão

Carla Albuquerque / Dez Minutos

Jardel nega participação no crime (Foto: Sandro Pereira)

Conforme Demétrius, Jardel foi localizado no Beco 9 de Maio, no bairro Educandos, que fica na zona sul de Manaus, na última quinta-feira, no momento em que saía de casa. Ele foi preso em cumprimento a um mandado de prisão.

Segundo denúncias, Jardel foi contratado por ‘Vavá’ para conduzir a voadeira na qual o médico veterinário foi morto. Pelo serviço, segundo constam nos depoimentos, ele iria receber R$ 1 mil.

Nesta sexta-feira, ele negou ter recebido o pagamento.  “Eu não sabia que iriam matar alguém. Eu estava lá, mas não ajudei em nada. Eles me ameaçaram de morte, por isso, nunca falei nada. Agora vou pagar por isso”, disse.

Morte após sumiço de cachorro

O médico foi assassinado em agosto de 2014. O corpo foi encontrado boiando no Rio Negro.  Ele havia saído e casa, após ser atraído para uma emboscada tramada por Vavá, no Educandos.

Condenado pela Justiça a 17 anos de prisão, ‘Vavá’ afirmou à polícia que planejou o crime após o veterinário ter “desaparecido com o cachorro” de estimação dele. O cão foi dado ao veterinário pela mulher do policial, depois de ela ser atacada pelo animal.

Além de Dorval, também foram presos, à época, José Bernardo de Oliveira, 61, o ‘Zé Canoeiro’; Zacarias Araújo Duarte, 44, o ‘Timbau’; e Jardel Brito da Silva, o ‘Vovô’, 29. Os três foram capturados em cumprimento de mandado de prisão preventiva em 2014 e também condenados a 17 anos de prisão.

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