Empresário é perseguido e morto com tiros de fuzil por homens encapuzados

Conforme a polícia, o carro em que ele estava, um Jeep branco, foi atingido por, pelo menos, 17 de tiros. Antes de ser atingido, o homem conseguiu deixar o filho, de seis anos, em segurança

Da Redação

Manaus – O empresário Eduardo Correia de Matos, 33, morreu após ter o carro atingido por, pelo menos, 17 tiros de fuzil, no bairro Flores, zona norte de Manaus, na noite desta quinta-feira (19). Segundo informações da Polícia Militar (PM), o homem percebeu que estava sendo seguido por quatro homens encapuzados e conseguiu deixar o filho, de seis anos, na casa da ex-mulher. Em seguida, o carro dele, um Jeep branco, foi atingido pelos tiros. Ele ainda conseguiu dirigir até um trecho da Avenida das Torres.

Carro foi atingido por tiros de fuzil, segundo a polícia (Foto: Raquel Miranda)

A PM informou que o crime aconteceu por volta das 21h30, na Rua Conde Sergimirim, que dá acesso à Avenida das Torres. Moradores informaram a policiais militares da 6ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) que os atiradores estavam em um Prisma de cor escura, e placa não visualizada, seguindo a vítima.

Conforme os relatos, depois que o empresário deixou o filho em frente à casa da ex-mulher, o Jeep foi alvejado por vários disparos. Segundo a polícia, familiares chegaram a levar o homem para o Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, na zona centro-sul de Manaus, onde a vítima chegou em estado grave. Aproximadamente 40 minutos depois de dar entrada na unidade de saúde, o empresário morreu.

Depois dos tiros, os criminosos fugiram. Conforme a PM, o carro foi crivado por disparos de fuzil 556. De acordo com a Polícia Civil (PC), pelo menos 11 tiros atingiram o vidro frontal do veículo. O empresário levou seis tiros, que o atingiram nas costas, cabeça e braço.

De acordo com a polícia, Eduardo era dono de uma empresa de segurança patrimonial. O Jeep que ele dirigia tinha um brasão da empresa. O veículo foi levado para o pátio da Delegacia de Homicídios e Sequestros (DEHS), que investiga o caso.

Consultado pela reportagem, o delegado Adriano Felix, titular da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd), informou que vai aguardar posicionamento da DEHS para verificar se há indícios de latrocínio. Segundo ele, até o momento as características e o modo como ocorreu o crime e os calibres das armas que foram usados indicam que foi uma execução. “Mas, vamos esperar o levantamento da Homicídios para ver se vamos ou não atuar no caso”, disse.

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