Em Manaus, suspeito de terrorismo é preso na Operação Hashtag

Manaus – Um homem, de identidade não divulgada, foi preso na Operação Hashtag, deflagrada pela Polícia Federal, na manhã de hoje (21), em Manaus. A informação foi confirmada pelo titular da Secretaria de Segurança Pública (SSP), Sérgio Fontes, durante a apresentação do Plano Integrado de Segurança dos Jogos Olímpicos 2016. “Sabíamos da atuação do rapaz e estamos acompanhando outras pessoas. Ele não tem nenhuma relação de sangue com religiões muçulmanas”, disse Fontes, que garantiu que a capital está preparada para manter a segurança durante os jogos olímpicos em Manaus. “Estamos tranquilos e nos preocupa muito mais a criminalidade local e movimentos paredistas. Essas questões de terrorismo estão sob controle e monitoradas”.

Em nota, a Polícia Federal informou que a operação busca desarticular grupo envolvido na promoção do Estado Islâmico e na execução de atos preparatórios para a realização de atentados terroristas e outras ações criminosas.

Cerca de 130 policiais cumprem mandados judiciais expedidos pela 14ª Vara Federal de Curitiba, sendo 10 prisões temporárias, 2 conduções coercitivas e 19 buscas e apreensões, nos estados do Amazonas, Ceará, Paraíba, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná< Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

Ainda conforme o comunicado, as investigações tiveram início em abril com o acompanhamento de redes sociais pela Divisão Antiterrorismo da Polícia Federal (DAT). Os envolvidos participavam de um grupo virtual denominado Defensores da Sharia e planejavam adquirir armamentos para cometer crimes no Brasil e até mesmo no exterior. Uma ONG com atuação na área humanitária e educacional também é investigada por participação no caso.

Conforme a Polícia Federal, os investigados responderão individualmente, na medida de suas participações, pelos crimes de promoção de organização terrorista e realização de atos preparatórios de terrorismo, ambos previstos na Lei 13.260/2016. A pena para o primeiro crime é de cinco a oito anos de prisão, além do pagamento de multa. Para quem executa atos preparatórios, a pena varia de três a 15 anos de prisão.

 

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