Afonso Lobo foi denunciado por cobrar 10% de empresa

De acordo com inquérito, Afonso Lobo já estava sendo investigado por ter exigido vantagem financeira indevida, na base de 10% de R$ 4,1 milhões, para liberar pagamentos da Educação

Da Redação / contato@jornaldezminutos.com.br

Manaus – Bem antes de ser preso na operação Custo Político, o ex-secretário de Fazenda do Amazonas Afonso Lobo já havia sido denunciado oficialmente por pedir propina para liberar pagamentos a fornecedores do Estado, de acordo com inquérito da Polícia Federal (OPF) anexado ao processo que acabou levando, além dele, o ex-governador José Melo para a cadeia.

De acordo com inquérito, Lobo já estava sendo investigado por ter exigido vantagem financeira indevida, na base de 10% de R$ 4,1 milhões, para liberar pagamentos da Educação (Foto: Jair Araújo)

De acordo com inquérito aberto pela PF, Afonso Lobo já estava sendo investigado por ter exigido vantagem financeira indevida, na base de 10% de R$ 4,1 milhões, para liberar recursos financeiros do orçamento fiscal da União, do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para compra de 2.410 aparelhos condicionadores de ar à empresa Gazin Indústria e Comércio de Móveis e Eletrodomésticos Ltda.

Consta nos autos em vídeo da audiência pública 13/2014. realizada pelo FNDE, sobre aquisição de aparelhos de ar-condicionado e ventiladores onde o representante comercial da empresa acusa Afonso Lobo de ter solicitado urna “ajuda” de cerca de 10% do valor do contrato para que os pagamentos fossem liberados. Também constam dos autos o Termo de Declaração de Jeferson da Silva Fernandes reafirmando a denúncia.

O representante comercial disse que a empresa já havia entregue os aparelhos de ar-condicionado e que, após 90 dias sem receber o pagamento, recebeu um telefonema de Afonso Lobo, então secretário da Fazenda, que lhe convocou para uma reunião. Ao perguntar sobre a pauta, segundo o denunciante, Afonso Lobo informou que se tratava de uma “contribuição que deveria ser dada a fim de agilizar o processo de pagamento”.

A Secretaria da Fazenda informou que instaurou uma sindicância para apurar responsabilidade de Afonso Lobo. O desembargador Leão Aparecido Alves, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF 1) determinou o retorno de Afonso Lobo à prisão domiciliar. A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou que ele foi transferido ontem e já cumpre a prisão domiciliar.

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