Protesto contra morte de motorista paralisa linhas de ônibus em Manaus

Da Redação / Dez Minutos


Matéria atualizada às 9h55

Manaus – Rodoviários da empresa de ônibus Global Green paralisaram atividades na manhã desta segunda-feira (14) em protesto contra a morte do motorista Feitosa Amorim Felix, esfaqueado em um assalto, na noite de domingo (13). Segundo o filho do motorista, Feitosa morreu após ser atingido com facadas no abdômen e no braço.

De acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), cerca de 150 mil pessoas da zona lesta da capital podem ser afetadas por conta da paralisação. A Global Green tem uma frota de 250 ônibus, apenas nove saíram da garagem da empresa.

“Sinetram e a empresa entendem a revolta dos colaboradores por conta da insegurança e também tem tentado, junto aos órgãos policiais, buscar medidas para a redução desses crimes. A Global Green está conversando com os colaboradores e espera retornar as atividades o mais rápido possível, para que a população não seja mais prejudicada”, informou a nota do Sinetram.


Funcionários foram ao velório de Feitosa Amorim Felix nesta segunda
Foto: Sandro Pereira

Segundo os rodoviários, não há previsão para a retomada de serviços. Alguns dos funcionários foram ao velório do motorista assassinado, que ocorre em uma igreja na Rua Mirra, no bairro João Paulo II. O enterro será realizado nesta terça-feira (15), no Cemitério Tarumã.

Orientados a não reagir em casos de assalto aos ônibus, o motorista da Global, Marcondes Brasil, afirma que a recomendação não salva vidas. Segundo ele, a morte do colega ocorreu mesmo sem que ele reagisse .

“Olha aí, o colega não reagiu e mesmo assim ele morreu. O bandido pediu algo dele e como ele não tinha meteram a faca nele. A verdade é que estamos à mercê da sorte, sem segurança”, criticou.


Foto: Gisele Rodrigues

Conforme Brasil, as operações realizadas dentro dos ônibus deixaram de existir.
“Vou contar o que vai acontecer, agora, só agora que ele morreu, a polícia vai voltar pra dentro dos ônibus, mas isso não dura dois dias, depois a gente fica a mercê da sorte de novo”, afirmou.

* Colaborou Gisele Rodrigues

 

 

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