Presos fazem ameaças para forçar volta de líderes de facção criminosa para Manaus

Thiago Monteiro /Dez Minutos


Manaus – Presidiários do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) e do Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM) ameaçaram realizar rebeliões no sistema penitenciário nos próximos dias se a Justiça Federal não transferir narcotraficantes e líderes de uma facção criminosa que atua no Amazonas. Caso os detentos que estão cumprindo pena em presídios federais não retornem para a capital, a facção também prometeu fazer atentados a secretários de Estado e a promotores do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM).

Segundo o secretário de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Pedro Florêncio, na semana passada, houve informações que detentos estavam planejando uma rebelião no sistema penitenciário. “Estamos trabalhando para que não tenha a rebelião e nem mortes. Existe essa ameaça e estamos verificando e identificando os possíveis focos nos presídios”, disse o titular da Seap.

Conforme Florêncio, nas ameaças dos detentos também haveria morte de inimigos de outras facções nos presídios. “Todos os dias temos feito trabalho para impedir qualquer anormalidade dentro dos presídios”, explicou.

O secretário Sergio Fontes, da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), informou que o sistema de segurança pública está fazendo um acompanhamento dessas ameaças e que a polícia está preparada para qualquer eventualidade no sistema penitenciário ou nas ruas de Manaus.

“Existe um plano do Estado para qualquer tipo de ameaça. Na semana passada tivemos uma reunião com o secretário da Seap e estamos acompanhando tudo que está ocorrendo”, revelou Fontes.

Entre as exigências dos detentos estaria a volta dos líderes da facção criminosa Gelson Lima Carnaúba e José Roberto Fernandes Barbosa, o Zé Roberto, que foram transferidos para presídios federais durante a operação La Muralla, da Polícia Federal.

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