Encontro discute presença feminina no universo Marvel e DC

Encontro ‘Das HQs para as telonas: as mulheres da Marvel e da DC’, marcado para domingo (25), discute presença feminina nesse subgênero cinematográfico. Acesso será gratuito

Kamilla Vieiralves / plus@diarioam.com.br

Em cartaz, ‘Mulher-Maravilha’ norteará o bate-papo entre as convidadas (Foto: Divulgação/Warner)

Manaus – Um filme de super-herói com uma mulher no papel principal ainda é algo pouco comum de se ver. No entanto, quando ‘Mulher-Maravilha’, dirigido pela americana Patty Jenkins, estreou nos cinemas, neste mês, transformou-se em sucesso instantâneo, arrecadando US$ 103,3 milhões na semana de estreia e acendendo o debate acerca da representatividade da mulher no cinema, na frente e atrás das câmeras. Por isso, neste domingo, 25, o Cine SET vai promover a roda de conversa ‘Das HQs para as telonas: as mulheres da Marvel e da DC’.

Encabeçando a conversa, estarão a quadrinista Sarah Gabriella Farias, as blogueiras Tammy Rosas (Circo Literário) e Juçara Menezes (1 Minuto Nerd) e as integrantes do Cine Set, Pamela Euridice e Susy Freitas.

“A ideia é a gente abordar como aconteceu essa adaptação, como a mulher é vista e o futuro das personagens femininas do universo da DC e da Marvel”, adianta Pamela Euridice, destacando, ainda, outros exemplos que prometem ser tão interessantes quanto a história de Diana Prince.

“O próximo filme do Thor, por exemplo, vai ter uma vilã, interpretada pela Cate Blanchett, o que é uma novidade, tanto por quebrar um certo padrão que os filmes seguem — tem o herói, o vilão e uma mocinha que, eventualmente, precisa ser salva —, como quebra um pouco da filmografia da própria Cate, participando de um filme de super-herói. A gente fica no aguardo de como vai ser abordada essa relação”, afirma Pamela.

Para cada público

Já a ilustradora Sarah Gabriella Farias, ressalta que o debate sobre a representação da mulher é crescente, mas não é exatamente novidade no universo das histórias em quadrinhos. “As mulheres sempre estiveram envolvidas na produção. Antes de os super-heróis se popularizarem e ser construída essa ideia de que HQ é coisa de menino, existia muito material feito por mulheres e para mulheres. Basta pesquisar por revistas dos anos 1920, nos anos 1950. Existiam, inclusive, revistas exclusivas para mulheres. Elas tinham um conteúdo machista, tudo bem, mas elas também eram público consumidor”, afirma a ilustradora.

De acordo com Sarah, houve sim uma pequena mudança recente nos chamados quadrinhos de linha. No entanto, ela afirma que o caminho para promover a representatividade e uma nova maneira de ver a mulher nas produções é diferente. “Se você ler esses quadrinhos mais famosos, feitos por homens para homens procurando representatividade, você vai se decepcionar muito. Salvo raríssimas exceções. Tem um público para a mulher peito-bunda, para a mulher mal representada. E, enquanto tiver público, vai continuar vendendo. É assim que o mercado funciona”, afirma.

“Mas, também existe um bom material alternativo sendo produzido, feito por mulheres e mostrando mulheres reais. Então, se aumenta a busca por esse tipo de conteúdo, ele aumenta. Acredito que o dinheiro e onde ele é investido é, também, uma forma de manifestação”, completa.

A conversa continua no próximo domingo, às 15h, no Espaço Thiago de Mello, na Saraiva MegaStore do Manauara Shopping (Av. Mário Ypiranga Monteiro, 1300 – Adrianópolis).

 

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