Disney vai retirar filmes da Netflix e lançará próprio serviço de streaming

Mudanças devem ocorrer em 2019

Estadão/Dez Minutos

Nova York – A Disney anunciou nesta terça-feira, 8, que irá retirar todos os filmes produzidos pela empresa da Netflix e informou que lançará dois serviços de streaming até 2019.

A gigante do entretenimento também anunciou a compra por US$ 1,58 bilhão de 42% das ações da companhia de streaming BAMTech. A Disney já tinha outros 33% empresa, e agora assume seu

Disney
Logo da Walt Disney Co. no piso da bolsa de valores de Nova York Foto: AP Photo/Richard Drew

Um dos serviços de streaming que a Disney pretende lançar é esportivo, a partir da emissora ESPN, em 2018. O produto oferecerá conteúdos das principais ligas de beisebol, hóquei e futebol dos Estados Unidos.

Além disso, em 2019, a Disney planeja lançar um serviço de streaming direto ao consumidor com sua própria marca. É partir desse ano que a companhia retirará seus filmes da Netflix.

O serviço oferecerá de forma exclusiva para os assinantes nos EUA os novos filmes da Disney e da Pixar. Em 2019, a empresa prevê lançar Toy Story 4, a sequência de Frozen e outros títulos.

“Hoje anunciamos uma mudança estratégica na maneira de distribuir nosso conteúdo”, explicou o executivo-chefe da Disney, Bob Iger, no resumo dos resultados fiscais da empresa publicado hoje.

“O cenário midiático está cada vez mais definido pela relação entre os criadores de conteúdo e os consumidores. O nosso controle do conjunto da tecnologia inovadora da BAMTech nos dará o poder para forjar essas conexões e a flexibilidade de nos adaptar rapidamente às mudanças no mercado”, completou.

Os veículos de comunicação da Disney apresentaram desempenhos ruins. A divisão de televisão a cabo, por exemplo, teve uma queda de 23% no resultado operacional, ficando em US$ 1,5 bilhão.

“A queda no resultado operacional se deveu a uma queda na ESPN”, destacou a Disney no resumo, citando os altos custos da programação, os baixos investimentos em publicidade e as despesas com demissões e o encerramento de contratos como causas do resultado.

A ESPN anunciou em abril a demissão de 10% de seus funcionários como parte de uma reestruturação para combater a queda de audiência. No entanto, Iger defendeu a importância da emissora porque o esporte ao vivo ainda é muito consumido pelos espectadores.

VÍDEOS