Terceirizados da saúde voltam a manifestar por salários

Além dos salários atrasados e da sobrecarga de trabalho, os profissionais contratados por empresas terceirizadas dizem que faltam materiais básicos e essenciais para o atendimento.

Nathalie Moraes contato@jornaldezminutos.com.br

Com cartazes e faixas, os profissionais terceirizados de saúde do Amazonas protestaram, na manhã de ontem, alegando estarem há cinco meses com salários atrasados. O saldo negativo nas contas, registrado pelos profissionais, ocorre mesmo após a Leitura da Mensagem Governamental feita pelo governador do Estado, Wilson Lima, na última segunda-feira (4), quando afirmou que os pagamentos seriam regularizados.

Além dos salários atrasados e da sobrecarga de trabalho, faltam materiais básicos essenciais para o atendimento de pacientes, como disse a técnica de enfermagem Cleide Souza. “Tem dias que falta materiais. Não temos máscaras, nem luvas e algodão. O rapaz da farmácia ainda fala que precisamos ficar o plantão todo com um par de luvas. Tudo isso é desesperador e caótico”, afirmou.

Com um pouco mais de uma hora de manifestação, cerca de dez trabalhadores foram convocados para uma reunião com o secretário de Saúde, Carlos Alberto Almeida, na Susam, para conversar sobre os motivos do protesto.

Em nota, a Susam informou que irá cobrar das empresas, que já receberam, que paguem os salários dos funcionários. Ainda conforme a Secretaria de Saúde, mais de 70% do pagamento acordado já foi creditado. Além disso, na quinta-feira (7), o governador Wilson Lima autorizou a liberação do valor que faltava para completar a competência de 2018 acordada e os pagamentos também estão sendo creditados conforme vão se tornando aptos na Susam.

Por meio de assessoria de imprensa, o secretário de Estado de Saúde, Carlos Almeida, informou, ainda, que espera concluir os pagamentos o mais breve possível. Logo em seguida, inicia o processo de pagamento do mês corrente, no caso janeiro, que será faturado para acontecer ainda em fevereiro, conforme informou a Susam.

Manifestantes se reuniram com o vice-governador e secretário de Saúde, Carlos Almeida Filho. (Foto: Nathalie Moraes/Divulgação)

VÍDEOS