Só três pessoas foram presas, em 2016, pelo crime de furto de água e luz em Manaus

Laís Motta / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Em 2016, a Delegacia Especializada de Combate ao Furto de Serviços do Amazonas (DECFS) instaurou 52 inquéritos policiais por desvio de água e energia. Segundo o delegado da DECFS, Felipe Vasconcelos, três pessoas foram presas em Manaus pelo crime de furto de água e luz, que é comum na capital.

“Nós recebemos muitas denúncias de pessoas que ligam e dizem que o vizinho está furtando água ou luz. Nosso foco são os consumidores reincidentes, os grandes consumidores e as pessoas que foram comunicadas administrativamente para se regularizarem, mas não se regularizaram”, disse Vasconcelos, destacando que o número para registrar denúncia na DECFS é o 3622-7837. A denúncia na delegacia pode ser feita das 8h às 17h, mas também pode ser feita na concessionária Manaus Ambiental e na prestadora Amazonas Energia.

Em 2016, três pessoas chegaram a ser presas por furto de energia, sendo um proprietário de uma empresa de reciclagem e outro o dono de uma fábrica de gases. O outro caso não foi detalhado.

Na última terça-feira (14), o dono de um lava-jato foi preso, na Rua Penetração 2, no Mutirão, na zona norte de Manaus, suspeito de furtar água para lavar os veículos. Geovane da Silva Santos, 30, o proprietário do Lava-jato do Mano, foi preso oito meses após ser indiciado por furto de água, informou Felipe Vasconcelos.

Em junho de 2016, o Laja-jato do Mano já tinha sido alvo de operação da DECFS. “Nesse mesmo lava-jato, nós fomos lá, mas ele (Geovane) não estava no local. Na época, ele foi indiciado pelo crime de furto de água. Nas verificações na concessionária, constatamos que mesmo após a operação, ele não havia se regularizado. Oito meses após ser indiciado, vimos que ele insistia no furto de água”, explicou o delegado, destacando que a água utilizada para a lavagem dos veículos é proveniente de uma ligação clandestina.

Segundo Vasconcelos, Geovane disse à polícia que o imóvel é alugado e que o proprietário era o responsável pelo fornecimento de água. Mas, após checar o contrato de locação, a equipe da DECFS identificou que Geovane era o responsável pela instalação do fornecimento de água, assim como pelo pagamento das faturas do serviço.

“Ele alega que o dono do imóvel procurou a Manaus Ambiental e que não resolveram o problema. Ainda que isso tenha ocorrido, isso não justifica ficar quase um ano utilizando a água sem receber as faturas e não pagar”, afirmou o delegado.

Invasões

Já as prisões de pessoas suspeitas de furtar energia e água em invasões são mais complicadas de serem efetuadas por questões logísticas, segundo Felipe Vasconcelos. “Pra fazer esse procedimento, requer perícia técnica individualizada em todos os imóveis. É inviável. É uma área de convulsão urbana que não está consolidada, que é maior que um furto”, explicou o delegado da DECFS.

Segundo Vasconcelos, quando acionada, a equipe da DECFS comparece às operações de reintegração de posse.

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