Sinteam vai apresentar contraproposta ao governo; professores continuam em greve

De acordo com o presidente do Sindicato, a categoria não está satisfeita com a proposta apresentada pelo governo do Estado, que é menor que a metade reivindicada pelos profissionais

Édria Caroline

Manaus – Os funcionários da rede estadual de ensino e o Governo do Amazonas ainda não entraram em um acordo e a greve da categoria continua. A informação foi confirmada por membros do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), em coletiva realizada na sede do Sindicato, na manhã desta quinta-feira (29).

De acordo com o presidente do Sinteam, Marcus Libório, a categoria não está satisfeita com a proposta feita pelo governo. “Eles nos ofereceram 4,57% da inflação de 2017 e 10% parcelado até dezembro, de acordo com a arrecadação do Estado e essa proposta não é atraente para nós. Queremos os 35% que é direito nosso”, disse.

Sinteam afirma que vai definir contraproposta para apresentar ao governo (Foto: Édria Caroline/Divulgação)

Na tarde do próximo sábado (31), membros do Sinteam vão se reunir para definir uma contraproposta que será apresentada ao governo do Estado, no intuito de que se chegue a um acordo. Já na segunda-feira (2), vai acontecer mais uma assembleia geral, a partir das 14h, na Praça do Congresso, no Centro da cidade, para que a contraproposta seja apresentada para o restante da categoria.

A coordenadora da base oeste do movimento grevista, Cristiane Balieiro, pediu que a população entenda o intuito da categoria. “Essa luta não é só pelo nosso salário, é pela qualidade de ensino dos nossos alunos também e nós queremos que a população entenda isso”, disse Cristiane.

Outro movimento

Em relação a Associação dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical), que iniciou o movimento de greve antes do Sinteam, Marcus Libório afirma que o sindicato legalizado a responder pelos funcionários da rede pública de ensino é o Sinteam. “Nós estamos fazendo tudo dentro da legalidade e não é bom pra categoria que tenhamos movimentos distintos. Nós todos estamos lutando pelos nossos 35% de reajuste”, afirma o presidente do Sinteam.

O coordenador financeiro da Asprom Sindical, Lambert Melo, disse que o governo está insistindo em negociar com o Sinteam porque é mais propício para ele. “Isso é uma tentativa deles continuarem com o jogo que eles acertaram (o governo e o Sinteam), para não defender os interesses dos professores. O Sinteam está negociando 4,5% de reajuste, e os professores são contra. Se o governo negociasse com a Asprom, nós iríamos exigir os nossos 35% de reajuste”, disse Lambert.

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