Seduc aumenta menos de 1% em nova proposta de reajuste para professores

Na semana passada, o governo do Estado havia oferecido um reajuste de 14,57%, e, nesta quarta-feira, a proposta subiu para 15,53%. Os professores reivindicam reajuste de 35%

Sofia Lorrane

Manaus – O secretário de Estado de Educação, Lourenço Braga, apresentou uma contra proposta para os professores de correção salarial de 15,53%, sendo 7,41% relativo aos anos de 2017 e 2018, e 8,12% referentes a data base de 2015, na tarde desta quarta-feira (4), na Sede da Secretaria de Estado da Educação e Qualidade do Ensino (Seduc), no bairro Japiim ll, zona sul da cidade.

A proposta é quase 1% maior da que foi apresentada na última quarta-feira (28), pelo Governo do Estado, que previu um reajuste imediato de 4,57% e 10% escalonado, equivalente ao valor de 14,57% no final do ano. A categoria havia recusado a oferta e mantido a greve, em assembleia geral na última segunda-feira (2). Os professores reivindicam reajuste de 35%.

Secretário apresentou nova proposta durante coletiva de imprensa (Foto: Divulgação)

Segundo Lourenço, esse percentual é o limite que o Estado pode oferecer para a categoria. Além da correção de 15,53%, o não desconto dos 6% de vale transporte, a promoção de 3.500 professores e pedagogos, e o aumento de 95% no vale alimentação, passando de R$ 220 para R$ 420, para todos os servidores que trabalham nas escolas, e de R$ 220 para quem trabalha na secretaria, que não recebia nada, além da manutenção no plano de saúde.

“Além desses pontos eu quero assumir o compromisso de, restabelecido o funcionamento regular das atividades da educação, até a próxima segunda-feira (9), afastar qualquer possibilidade de desconto para os servidores que estiveram ausentes das escolas durante a greve, com a obrigação apenas de planejando a reposição das aulas”, disse o secretário.

De acordo com o secretário de organização do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), Cleber Ferreira, será realizada uma assembleia geral, na manhã da próxima quinta-feira (5), para decidir se a categoria vai ou não aceitar a proposta oferecida pela Seduc. “Vamos mobilizar a categoria para estudar essa proposta, vamos pensar nos prós e contras e dar um indicativo. Temos concordâncias com alguns pontos, ainda não temos concordância com a questão do vale alimentação. Concordamos com as progressões, com a retirada dos 6% no vale transporte, as promoções, o restante será discutido em assembleia”, disse.

O secretário executivo da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Marcelo Campbell, disse, na última terça-feira (3), que não há nenhuma possibilidade de conceder o reajuste de 35% exigido pelos professores da rede estadual de ensino. Campbell afirmou que o governo está no limite da lei de responsabilidade fiscal e que não há recursos para que o reajuste seja realizado.

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