Professores da Seduc mantém início de greve para esta quinta-feira, no AM

Os professores vão suspender as atividades por tempo indeterminado, de acordo com a Asprom Sindical. Nos últimos dias, professores tem indo às ruas de Manaus exigir de Amazonino reajuste

Stephane Simões

Manaus – A greve geral dos professores da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) está mantida para esta quinta-feira (22), conforme informações do diretor financeiro da Associação Movimento de Luta dos Professores de Manaus (Asprom Sindical), Lambert Melo. Ele afirmou que um ato público será realizado, às 7h, em frente à sede do governo do Amazonas, bairro Compensa, zona oeste. Segundo Lambert, 160 escolas na capital e 60 escolas do interior já aderiram à paralisação.

Nos últimos dias, professores tem ido às ruas de Manaus exigir de Amazonino reajuste (Foto: Pablo Trindade)

Os professores vão suspender as atividades por tempo indeterminado, de acordo com a Asprom Sindical. Apesar da decisão pela greve, o representante da associação disse esperar que o governador convoque a categoria para negociações. “Essas paralisações partiram dos próprios professores. Eles não querem esperar a instauração legal da greve”, disse o diretor financeiro.

Lambert afirmou, ainda, que as faltas dos professores que suspenderam as aulas serão negociadas. Na manhã desta terça-feira (20), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) afirmou que nesta quinta-feira será realizada uma assembleia geral com os professores, e categoria decidirá se a greve será instaurada.

Segundo a Asprom Sindical, a assembleia que Sinteam está convocando “é inútil e tardia”. A associação diz que na reunião realizada na última sexta-feira (16) os professores decidiram pela greve. “Os professores não negociam mais com o Sinteam e não irão acatar nenhuma decisão a partir deles. Esta já é uma instituição falida e desmoralizada. Isso que eles estão fazendo é um ato de desespero, pois perceberam que perderam a força. O que eles falam não tem valor nenhum, é inútil. Para os professores, eles são um sindicato partidarizado, que deixou de lutar pela nossa causa. Eles fazem o gosto do governo e defendem o governo, por isso a categoria, em geral, não se sente representada”, disse Lambert.

Nesta quarta-feira, a reportagem tentou contato com o presidente do Sinteam, mas as ligações não foram atendidas.

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