Policiais militares do AM mantêm decisão de parar a partir de quinta-feira

Segundo a categoria, as promoções anunciadas nesta terça representam apenas metade do número de policiais que têm o direito, e ainda não foram publicadas no Diário Oficial

Gisele Rodrigues

Manaus – Está mantida a decisão de falta coletiva de policiais militares do Amazonas, por três dias consecutivos, a partir desta quinta-feira (15), segundo a Associação dos Praças do Estado do Amazonas (Apeam), que se reuniu nesta terça-feira (13). No mesmo horário, o governador Amazonino Mendes divulgou a promoção de PMs, mas a categoria diz que as promoções representam apenas metade do número de policiais que têm o direito ainda nem foram publicadas no Diário Oficial do Estado (DOE).

Representantes da categoria se reuniram na manhã desta terça-feira (Foto: Pablo Trindade)

Durante a reunião da categoria, na sede da Apeam, no bairro Parque das Laranjeiras, zona centro-sul de Manaus, os policiais afirmaram que a paralisação deve atingir a capital e oito cidades polo do interior do Amazonas. O ato, que pode ser antecipado, terá início em até, no máximo, 48h – envolvendo seis mil PMs do Estado.

Os policiais exigem a suspensão do parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE) que impede a promoção de militares por tempo de serviço (Lei Estadual 4.044/2014), além do pagamento de salários atrasados, pagamento imediato da data-base, além de fardamento e coletes balísticos.

A lei foi aprovada após a última paralisação da PM, em 2014. Além da divulgação, o governo já reagiu ao movimento grevista da PM,  segundo Feitosa, ao se reunir com a cúpula do Comando Militar da Amazônia (CMA). De acordo com o presidente, o propósito do governo é colocar o exército nas ruas durante os dias de paralisação.

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