Oitocentos venezuelanos devem sair de Roraima até setembro

Desde o início do programa de interiorização dos imigrantes no País, em abril, 2 mil pessoas se mudaram para outros Estados, afirma agência da ONU

Da Redação

Manaus – Desde o início do programa de interiorização em abril, quase 2 mil venezuelanos se mudaram do Estado de Roraima para um número crescente de outras cidades brasileiras, como Brasília, Manaus, Cuiabá, Porto Alegre e São Paulo. Estima-se que outras 800 pessoas serão interiorizadas até o final de setembro.

Estima-se que outras 800 pessoas serão interiorizadas em setembro (Foto: Antônio Cruz/ABr)

A Agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para Refugiados (Acnur) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM), com o apoio de outras agências das Nações Unidas, afirmaram que vão continuar a trabalhar com o governo brasileiro para promover a transferência de venezuelanos da Região Norte para outras cidades do País.

“A interiorização para outras cidades está crescendo e merece apoio, pois propicia melhores perspectivas de integração e soluções de longo prazo para as pessoas venezuelanas”, disse o representante do Acnur no Brasil, José Egas.

A OIM apoia o governo na estratégia de interiorização para facilitar a integração de venezuelanos no Brasil, conduzindo orientação pré-embarque para garantir a decisão voluntária de participar do processo, além de assegurar que sejam informados sobre seus direitos, explicou a chefe de Missão da OIM Brasil, Stéphane Rostiaux. “Trabalhamos em conjunto com o governo brasileiro, a sociedade civil e outras agências da ONU para melhorar a estratégia de interiorização, que contribui para uma melhor gestão do fluxo venezuelano em Roraima”, acrescentou.

Segundo estimativas do Acnur, 75% dos venezuelanos que chegam ao Brasil e são atendidos pelo Centro de Recepção e Documentação em Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, expressam o desejo de viajar para outros Estados do País. Além disso, um levantamento recente da agência mostrou que cerca de 40% dos venezuelanos em idade econômica ativa transferidos para outras cidades já conseguiram encontrar emprego.

Antes da interiorização, o Acnur garante que os venezuelanos tenham os documentos apropriados para viajar, como CPF e as carteiras de trabalho e de vacinação. Ao chegar às novas cidades, eles são encaminhados a um abrigamento adequado.

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