Interior do AM tem protestos de professores; mais de 40 cidades aderem à greve

Professores das cidades de Codajás, Urucará e Parintins realizaram manifestações nesta quinta-feira (22). Segundo a Asprom, mais de 40 municípios já paralisaram as atividades

Sofia Lorrane

Manaus – Professores do interior do Estado também se manifestaram, na manhã desta quinta-feira (22), para solicitar uma resposta do governo com relação aos pedidos feitos pela categoria. Entre as solicitações estão o reajuste salarial de 35%, sendo 30% de reposição da inflação referente ao período de abril de 2014 a março de 2018, e 5% de ganho real. Segundo a Associação Movimento de Luta dos Professores de Manaus (Asprom), escolas de mais de 40 municípios já paralisaram as atividades.

Professores no interior do AM fazem protestos (Foto: Divulgação)

Os professores do município de Codajás (a 240 quilômetros a oeste de Manaus) fizeram uma carreata pela cidade na manhã desta quinta-feira (22), por volta das 8h. Segundo a professora Francisca Nilza Reis de Oliveira, 47, o ato foi para chamar a atenção do governo. “Fizemos um percurso nas ruas da cidade, com professores, pais e alunos, para nos manifestar e pedir uma resposta do Estado. Querendo ver se o governador se mobiliza e nos da o que nos é de direto”, disse.

No município de Urucará (a 261 quilômetros a leste de Manaus), os professores fizeram uma passeata pela cidade. O professor Francisco Guaracy Andrade da Silva, 47, ressalta também as dificuldades que os servidores passam nas escolas. “Saímos da frente da Escola Estadual Balbina Mestrinho, com os alunos e familiares também, com cartazes e faixas. Nós solicitamos que haja um pouco mais de consciência com relação a merenda escolar, que sempre falta, a grande quantidade de alunos por turma também”, explicou.

Já os professores do município de Parintins (a 369 quilômetros a leste de Manaus) se reuniram na Praça da Liberdade, no centro da cidade, por volta das 7h. A professora Valéria Pinheiro Fragata, 30, conta que o ato foi um momento de discurso sobre as solicitações. “Alguns alunos se manifestaram em nosso favor. O reajuste salarial é o nosso foco, o governo está divulgando que já nos deu auxílio alimentação, mas nós já tínhamos esse auxílio, outra coisa é o plano de saúde, eles colocam como ganho, mas nós já tínhamos também, queremos o nosso reajuste de 35%”, comentou.

Segundo a Asprom Sindical, a suspensão das aulas é por tempo indeterminado. Nesta manhã, professores da capital protestaram contra o governador Amazonino Mendes (PDT), em frente à sede do governo, na zona oeste de Manaus. Segundo a associação, mais de 40 municípios já paralisaram as atividades. “Hoje, todas as escolas da capital estão paralisadas. No interior, mais de 40 municípios já paralisaram as atividades”, disse o diretor financeiro,  Lambert Melo.

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