Inmet registra temperatura próxima a 37°C, no último fim de semana, na capital

Dia mais quente do ‘verão amazônico’, a última sexta-feira (31) teve máxima de 36,4°C. Na avaliação do Inmet, altas temperaturas registradas nos últimos dias são normais para o período

Bruno Mazieri

Manaus – Para o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as altas temperaturas registradas, em Manaus, nos últimos dias, estão dentro da normalidade. Segundo Naiane Araújo, meteorologista do órgão, o dia mais quente do período conhecido como ‘verão amazônico’ foi registrado na última sexta-feira (31), quando a temperatura alcançou 36,4°C. “Se comparado ao mesmo período de 2017, foi menos quente. A máxima, em agosto do ano passado, ficou em 36,8°C”, explicou ela.

Especialista alerta para os cuidados com a exposição ao Sol. (Foto: Raquel Miranda)

A meteorologista atribui a leve redução da temperatura ao nível das chuvas que, em agosto deste ano, foi superior ao mesmo período do ano passado. “Agosto deste ano registrou mais chuvas na região, além do aumento da nebulosidade que age como uma espécie de barreira”. Porém, apesar disso, a temperatura para o período é vista pela especialista como normal. “A climatologia, ciência utilizada para fazer esse comparativo, tem como base a temperatura dos últimos 30 anos na cidade. Portanto, 2°C ou 3°C para mais ou para menos, estão dentro do normal”, comentou.

Sobre as chuvas na capital do Estado para este mês, Naiane esclarece que de julho a setembro, geralmente, o nível é inferior aos demais meses do ano. “Nesta época, chove em torno de 76 milímetros (mm), é o trimestre que menos chove. A partir de outubro, passa a chover 100mm, 104mm… E é justamente por isso que vão ter dias mais quentes, mais abafados, mas tudo dentro da normalidade”.

Já a questão da sensação térmica, a especialista afirma que isso depende de pessoa para pessoa e que, portanto, é algo mais ‘delicado’. “Vários fatores influenciam a sensação de calor extremo e fica variando de pessoa para pessoa. Além disso, a pouca ventilação da região também contribui para isso”, finalizou.

Cuidados

Juntamente com o verão, a exposição solar aumenta por conta do uso constante de piscinas, sítios e balneários. O médico Alef Maia orienta que os cuidados com o corpo sejam redobrados. “É importante ingerir de dois a três litros de líquidos por dia (água, água de coco e sucos) para evitar uma desidratação. Outra alternativa é consumir alimentos que possuam carotenoides, pois eles produzem uma ação antioxidante na pele. Então, é indicado cenoura, mamão e manga, por exemplo”, falou.

Outro ponto que deve ser observado, segundo o médico, é a questão do uso do protetor solar. “A fotoproteção é fundamental. Roupas e tecidos não contam com a proteção adequada contra os raios UVA e UVB. Por isso, o uso do protetor solar é indispensável. Ele deve ser aplicado na pele 30 minutos antes da exposição ao Sol e reaplicado de duas em duas horas e caso aja transpiração a reaplicação deve ser imediata”, alertou.

Maia também indica a aplicação do protetor nas regiões da nuca, orelhas e colo, áreas geralmente “negligenciadas pelas pessoas”. “Isso sem falar no uso constante de chapéus e óculos escuros”.

No caso das crianças, o médico informa que até os 6 meses, a pele do bebê ainda é muito sensível e não está pronta para receber protetor solar. “O indicado é que os pais procurem um pediatra ou um dermatologista para que juntos vejam quais as opções mais indicadas. E tanto para adultos quanto para crianças, evitar a exposição solar das 10h às 16h”, finalizou.

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