Em média, dois casos de hepatite são confirmados, por dia, no Amazonas

Por Annyelle Bezerra


De janeiro a maio deste ano, 309 casos confirmados de hepatite foram registrados, no Amazonas, pela Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HDV), segundo dados do Sistema de Informações Governamentais do Amazonas (E-siga). Apesar das confirmações serem 40,4% menores em relação ao mesmo período de 2015, o número de pessoas que buscaram a unidade hospitalar com sintomas da doença cresceu 21,9%, neste ano.

Diariamente, em média, duas pessoas foram diagnosticadas com hepatite, no Estado, neste ano. Os meses de janeiro (72) e fevereiro (62) acumularam a maior quantidade de ocorrências. Março teve 61 diagnósticos confirmados, seguido pelos meses de maio (59) e abril (55).

Nos cinco primeiros meses do ano passado, 519 pessoas tiveram a infecção pelo vírus da hepatite confirmada, no Amazonas, uma média diária de três ocorrências. Os meses de março (146) e janeiro (129) ocuparam o primeiro e segundo lugar no ranking de registros, seguidos por fevereiro (116), abril (66) e maio (62).

Apesar dos casos de hepatite terem caído, no Estado, no comparativo com o ano anterior, o número de pacientes que recorreram à FMT-HDV em busca de diagnóstico sindrômico da doença (diagnóstico realizado a partir de um conjunto de sintomas), de janeiro a maio deste ano, cresceu 21,9%, saltando de 28.818 casos, nos primeiros cinco meses do ano passado, para 35.153, neste ano.

Diferente da hepatite A, que ocorre pelo contágio fecal-oral, as hepatites B, C e D são transmitidas por relações sexuais, alicates de manicures contaminados e lâminas de barbear ou seringas compartilhadas.

Coletores de lixo, que lidam com descarte hospitalar, bombeiros, profissionais da saúde e usuários de drogas injetáveis estão entre os que pertencem ao grupo de risco, no caso da hepatite B, C e D. No que se refere à hepatite A, a disseminação está relacionada à infraestrutura de saneamento básico e a aspectos ligados às condições de higiene.

Em média, os postos de saúde da capital aplicam 3.609 dose vacinas contra hepatite A, por mês. A vacina contra a hepatite A deve ser aplicada aos 15 meses de vida.

Na Amazônia, a hepatite B é mais comum do que em outras regiões brasileiras. Transmitida por meio do contato com sangue, sêmen ou outros fluidos corporais de uma pessoa infectada, a doença é conhecida por deixar pele e olhos amarelados.

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