Aposta da SSP, ‘botão do pânico’ recebe críticas de rodoviários

Foto: Reinaldo Okita

Girlene Medeiros / portal@d24am.com

Manaus – Em caráter experimental pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) para ser usado em diferentes segmentos do transporte de Manaus, o ‘botão do pânico’ é alvo de críticas do sindicato que representa os trabalhadores rodoviários. No  transporte urbano, para os rodoviários, o botão representa ameaça à vida do motorista e do cobrador que podem ser feridos ou mortos, pelos bandidos, após o acionamento do botão.

O secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM),  Elcio Campos, disse que o ‘botão do pânico’ funciona para os veículos do transporte especial (rota de indústrias), porque o motorista consegue perceber a aproximação do assaltante antes de ser assaltado.

Nos assaltos a transporte público, segundo Elcio, os ladrões fingem ser passageiros e se dividem ao longo do veículo, rendendo o motorista e o cobrador enquanto os passageiros são assaltados por um dos ladrões. “É perigoso o motorista acionar o botão”, afirmou o secretário do sindicato, referindo-se ao receio do motorista em ser ferido ou morrer após acionar o ‘botão do pânico’.

Na tarde de ontem, o STTRM se reuniu com representantes do transporte especial e Alternativo, Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), Polícia Militar (PM) e Polícia Civil (PC) para buscar soluções com o objetivo de diminuir a quantidade de assaltos dentro dos ônibus.

O titular da SSP-AM, Sérgio Fontes, explicou que o projeto é viável, porque o acionamento será feito por um aplicativo de celular que pode ser acionado por um passageiro que está no ônibus assaltado. “Os criminosos só saberão que houve um acionamento com a eventual chegada da polícia”, disse o secretário, após a reunião com os rodoviários e outras representações sindicais no  Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na zona centro-sul de Manaus.

O ‘botão do pânico’ está funcionando, de forma experimental, em duas empresas de transporte especial  e, para a SSP-AM, a estratégia é uma opção para diminuir a quantidade de assaltos e agilizar o acesso de viaturas da PM até a rota assaltada.
Conforme a SSP, a medida está sendo estudada para ser implantada no transporte Alternativo (Executivos e Amarelinhos) e transporte público.

 

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