Manaus registra seis casos de sífilis por dia, aponta Semsa

Nesta quarta-feira, será lançada a campanha do Dia Nacional de Combate à Sífilis. Apesar de ser uma doença que tem cura e pode ser prevenida, a incidência de casos na cidade é alta

Girlene Medeiros / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Mesmo se tratando de uma doença que tem cura e pode ser prevenida, Manaus possui uma média diária de seis casos de sífilis. Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e correspondem a números de sífilis congênita e sífilis em gestantes até o dia 21 de setembro deste ano. Nesta quarta-feira (11), às 9h, será aberta, na Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), a campanha do Dia Nacional de Combate à Sífilis.

Segundo o levantamento da Semsa, realizado com base em dados obtidos através do Sistema de Notificação de Agravos, de janeiro até dia 21 de setembro, foram registrados 458 casos de sífilis congênita e, em gestantes, 992 casos de sífilis. Conforme a secretaria, em 2016, foram confirmados 440 casos de sífilis congênita e, em gestantes, 1.310 casos da doença.

Em 2017, foram registrados 458 casos de sífilis congênita e, em gestantes, 992 casos de sífilis (Foto: Reprodução)

De acordo com o secretário municipal de saúde, Marcelo Magaldi, o uso correto e regular do preservativo é a medida mais importante de prevenção da sífilis e das demais Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). A sífilis se desenvolve de várias formas, em diferentes estágios, e pode ser transmitida por relação sexual sem proteção, sangue contaminado ou da gestante para o bebê. Uns dos sintomas iniciais são os aparecimentos de ferida e mancha que aparecem e somem em alguns dias. A doença tem cura, porém, todas as vezes que a pessoa se expõe, por não desenvolver imunidade à bactéria que está no organismo ela contrai novamente.

A sífilis tem três estágios, sendo o terceiro o mais grave deles, como explicou a infectologista Joana D’arc Gonçalves, da Aliança Instituto de Oncologia. “Se não tiver tratamento, além das lesões de pele que a pessoa pode vir a ter na sífilis secundária, ela pode evoluir para sífilis latente comprometendo válvulas do coração e gerando problemas cardiológicos e no sistema nervoso central”, ressalta a médica.

No caso da mulher, de acordo com a infectologista, se não tratada corretamente, quando gestante ela pode vir a ter o bebê neurosífilis e sífilis congênita – quando a doença passa para a criança por meio da placenta. A sífilis congênita pode causar aborto, má formação e várias alterações na criança. Por isso, a importância de tratar a IST o quanto antes identificada, “é fundamental não apenas para a pessoa, mas também das pessoas com as quais ela convive”, acrescenta Joana.

Campanha

No Amazonas, a programação da campanha de combate à Sífilis inclui blitz educativa, com oferta de testes rápidos para diagnóstico da doença, distribuição de 1,6 milhão de preservativos masculinos e 86 mil folders informativos.

VÍDEOS