OAB vai pedir intervenção da PF para solucionar morte do advogado Armando Freitas

Representantes da OAB-AM vão a Brasília para pedir que a Polícia Federal intervenha nas investigações da morte do advogado Armando Freitas, ocorrida em maio deste ano, em seu escritório, no bairro da Glória

Bruno Mazieri / redacao@diarioam.com.br

Manaus – A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas (OAB-AM) irá a Brasília para pedir que a Polícia Federal (PF) intervenha nas investigações da morte do advogado Armando Freitas, ocorrida em maio deste ano, em seu escritório, no bairro da Glória, zona oeste da cidade. A informação é de Alan Johnny Feitosa, advogado e procurador regional de Defesa de Prerrogativas da OAB-AM.

O advogado Armando de Oliveira Freitas, 79, foi morto no dia 4 de maio deste ano (Foto: Reprodução/Facebook)

De acordo com Feitosa, a Ordem dos Advogados tomou a decisão diante da não conclusão, por parte da Polícia Civil (PC), de quem teria assassinado o advogado. “A conclusão do inquérito não chegou a autoria do crime. É uma ineficiência por parte do Estado do Amazonas, por meio da PC. Portanto, a Procuradoria da OAB-AM vai se conduzir à Câmara Federal e ao Ministério da Justiça, em busca de apoio e intervenção desses órgãos para que seja cobrada e exigida as providências na solução desse crime”, salienta.

Feitosa destaca, também, que “já existem precedentes de inquéritos que não foram solucionados e não houve a descoberta das autorias dos crimes”, se referindo as mortes dos advogados Jackson Souza e Silva e Marcelo Augusto Andrade Chaves, em 2015, e Ivan Costa Novo, em 2009. “A advocacia é uma atividade de risco. Todos que exercem essa profissão estão correndo risco, mesmo que trabalhem defendendo o direito de terceiros. Por isso, é necessário que o Estado passe também uma certa segurança e garanta a integridade desses profissionais que fazer parte do sistema de Justiça”, ressalta.

Ainda segundo o procurador de Defesa de Prerrogativas da Ordem, a família de Freitas procuram quase que diariamente a entidade de representação dos advogados em busca de uma solução. “Somos procurados diariamente, principalmente pelo filho do Armando Freitas, Glen Wilde, pois estão todos muito abalados e temem que não se chegue aos autores do crime”, finaliza. O inquérito já foi encaminhado ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), mas segue em segredo de justiça.

Logo após a morte de Armando Freitas, a REDE DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (RDC) apurou que ele seria o terceiro advogado morto em um período de seis meses.

Crime

O advogado Armando de Oliveira Freitas, 79, foi morto no dia 4 de maio deste ano, com três tiros, em frente ao seu escritório, na Rua Presidente Dutra, 715, bairro São Raimundo, zona oeste de Manaus. Na época, a Polícia Militar informou que Freitas estava em frente ao escritório quando foi abordado por um homem que disparou sete tiros, atingindo o advogado com três. O suspeito fugiu em um carro modelo Cobalt.

Freitas chegou a ser socorrido pelo filho e foi levado ao Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, onde não resistiu e morreu. No local do crime, o suspeito deixou cair um revólver que foi encontrado pelo irmão do advogado.

Em nota, a Polícia Civil informou que o delegado Jeff David Mac Donald, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (Dehs), afirmou que todos os recursos para desvendar a morte do advogado, ocorrido em 4 de maio deste ano, estão sendo utilizados e que as diligências em torno do caso continuam em andamento.

Ele explicou que no dia 25 de maio deste ano foi apresentado o retrato falado do homem que alvejou a vítima e falou sobre as linhas de investigação. Na ocasião, foi divulgado os vídeos contendo imagens da ação criminosa e também do carro utilizado pelo autor do crime para empreender fuga do lugar. O veículo foi apreendido pelas equipes da especializada.

Mac Donald destacou que outras informações não podem ser repassadas para não comprometer o trabalho investigativo. Ainda segundo o delegado, a Ordem dos Advogados do Brasil – Secção Amazonas (OAB/AM) acompanha todos os trâmites da investigação.

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