No Amazonas, 225 pessoas perderam a primeira habilitação em 2016

Manaus – No Amazonas, 225 pessoas perderam a primeira habilitação em 2016, segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AM). O número de motoristas que vão ter que começar do zero o processo para retirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) foi 144% maior neste ano, em comparação com os primeiros sete meses do ano passado. Segundo o Sindicato dos Centros de Formação de Condutores do Estado do Amazonas (Sindcfc-AM), o preço médio cobrado pelas autoescolas para tirar a carteira de motorista é de R$ 1.550.

A quantidade de pessoas que foram impedidas de renovar a CNH definitiva este ano (225) já é maior do que o apresentada em todo ano passado, quando 166 motoristas perderam a chance de ter a carteira de motorista, segundo o Detran. Conforme o Sindcfc, cada aluno demora, em média, cerca de seis meses entre o exame psicotécnico e o exame de direção do Detran para receber a CNH.

‘PPD’

Quem tira a carteira de motorista pela primeira vez tem que seguir regras diferenciadas. Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), durante um ano, o motorista pode dirigir com a chamada Permissão para Dirigir (PPD). Nesse período, o condutor não pode cometer infração grave ou gravíssima, ou reincidir em infração média. Caso o contrário, a renovação para a CNH definitiva não é realizada e o condutor precisa recomeçar todo o processo, para retirada do documento.

Segundo o presidente do Sindcfc, Raimundo Macena, a falta de sinalização na cidade atrapalha os novos condutores durante o período da PPD. Entre as infrações mais cometidas, na avaliação de Macena, estão o estacionamento proibido, a utilização da faixa exclusiva para ônibus (Faixa Azul) e o excesso e velocidade nas rodovias que possuem radares eletrônicos.

Conforme o presidente do Sindcfc, o CTB não prevê qualquer restrição ao tipo de via onde o novo condutor pode dirigir. “Com a permissão ele pode dirigir em todo território nacional, inclusive nas rodovias sim”, afirmou.

Maioria masculina

Das 225 carteiras provisórias que não foram renovadas para a habilitação definitiva neste ano, 72,8% eram de condutores do sexo masculino, ao todo, entre as mulheres, cerca de 61 tiveram que recomeçar o processo para a CNH, segundo apontou o Detran.

Entre as recomendações repassadas nas autoescolas, segundo o presidente, a importância de recorrer à multa aplicada não tem grande adesão e, por isso, os motoristas perdem o direito de dirigir.

“A gente fala para eles (motoristas que levaram multa com a PPD) entrarem nos órgãos competentes e no Contran (Conselho Nacional de Trânsito), mas a burocracia é tamanha que eles terminam sem tentar e acabam perdendo a carteira”, pontuou.

Motociclistas 

A taxa de suspensão da habilitação, segundo Macena, é menor entre os condutores de motocicletas. Isso ocorre porque os motoristas que procuram as autoescolas, geralmente, conforme o presidente, já sabem dirigir carros e possuem experiência de trânsito.

“Esse período é para o motorista ter experiência no trânsito e muitas vezes quem está tirando a categoria B não sabe dirigir. Ao contrário de quem tira para moto, eles já são condutores e têm experiência do trânsito, de convivência de trânsito suficiente para não pegar essas multas”, disse.

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