Líder da Maus Caminhos é liberado da prisão após redução de fiança

Mouhamad Moustafá é acusado pelo MPF de comandar um esquema que desviou mais de R$ 100 milhões da saúde do Amazonas. Advogada acusada de participação no esquema também foi solta

Da Redação / redacao@diarioam.com.br

Manaus – O médico Mouhamad Moustafá e a advogada Priscila Marcolino, acusados de comandar um esquema que desviou mais de R$ 100 milhões da saúde do Amazonas, foram libertados da prisão na tarde desta quarta-feira (30).

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nefi Cordeiro reduziu em até 94%, no dia 28 deste mês, o valor original da fiança estipulada pela Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) para libertar o médico Mouhamad Moustafá e a advogada Priscila Marcolino.

Mouhamad Moustafá foi solto da prisão nesta quarta-feira (Foto: Reinaldo Okita)

A advogada de Mouhamad e Priscila, Simone Guerra, explicou que os dois não podem sair de suas respectivas casas após às 18h e que eles precisaram entregar seus passaportes. Outra medida é que eles devem avisar a Justiça Federal sempre que forem se ausentar do Estado.

“Eles podem sair durante o dia, estão respondendo em liberdade, e a partir das 18h devem ficar dentro de casa. Foram entregues os passaportes, estas são as exigências. Se eles precisarem sair do Estado devem comunicar a juíza (Ana Paula Serizawa)”, afirmou.

Quanto a decisão do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em reduzir o valor das fianças dos acusados, Simone afirmou que foi coerente. “A fiança, na forma como havia sido arbitrada impedia que Priscila e Mouhamad fossem colocados em liberdade e a real figura da fiança estava sendo prejudicado porque todos os bens deles foram apreendidos, bens e contas (bancárias). Eles não tinham como pagar a fiança no montante fixado, então a decisão de se rever esta decisão foi coerente”, afirmou a advogada.

Em 20 de setembro do ano passado, na administração do governador cassado por compra de votos José Melo (PROS), a Polícia Federal (PF), com apoio da Controladoria Geral da União (CGU) e da Receita Federal, deflagrou a operação Maus Caminhos para desarticular uma organização criminosa especializada no desvio de recursos públicos da Saúde do Amazonas. A PF informou que a organização utilizava o Instituto Novos Caminhos (INC) para burlar licitações e fazer contratos diretos de empresas prestadoras de serviços de saúde e que o montante desviado supera R$ 112 milhões.

***Matéria atualizada às 17h40

VÍDEOS