Investigados em operação banhavam prata em ouro para simular remessas, diz PF

Com o esquema, a organização criminosa causou um dano material estimado em aproximadamente R$ 30 milhões, segundo a Polícia Federal

Da Redação / contato@jornaldezminutos.com.br

Manaus – Os investigados pela operação ‘Elemento 79’ faziam remessas de prata “fantasiada de ouro” para simular a movimentação de ouro entre as empresas envolvidas. As informações são da Polícia Federal (PF), que deflagrou a operação junto com a Receita Federal, na manhã desta terça-feira (27). Com o esquema, a organização criminosa causou um dano material estimado em aproximadamente R$ 30 milhões. A PF diz que foi um dos esquemas mais sofisticados já investigados no País envolvendo a comercialização ilegal de ouro.
Agentes da PF chegam à sede do órgão, em Manaus, com material apreendido nesta terça-feira (Foto: Sandro Pereira)

Agentes da PF chegam à sede do órgão, em Manaus, com material apreendido nesta terça-feira (Foto: Sandro Pereira)

O esquema também envolvia fraudes na utilização de benefícios fiscais da Zona Franca de Manaus (ZFM). Na manhã desta terça-feira, a PF prendeu o contador da empresa Ciala da Amazônia Refinadora de Metais Ltda, Eduardo da Cruz, na casa onde ele mora, no conjunto Santos Dumont, zona centro-oeste de Manaus.

Polícia Federal cumpriu mandados na manhã desta terça-feira (Foto: Sandro Pereira)

De acordo com a PF, as investigações começaram em 2016, com base em análises da movimentação fiscal das mercadorias entre as empresas da organização criminosa. A Polícia Federal informou que peritos do órgão foi feita análise contábil das operações mercantis das empresas investigadas, análise das demonstrações contábeis obrigatórias, cruzamento e análise dos dados dos sistemas informatizados das Receita Federal, interceptação de mercadorias irregulares nos Correios.

Agente da PF chega à sede do órgão, em Manaus, com material apreendido nesta manhã (Foto: Sandro Pereira)

Segundo o órgão, a organização criminosa tinha uma “sofisticada estrutura para obtenção de vantagens indevidas”, entre elas, a criação de base fictícia. Foram encontrados indícios que indicam a comercialização de ouro em regiões de ouro de garimpo ilegal, para dificultar a fiscalização dos órgão de controle.

O nome da operação faz alusão ao elemento químico ouro, que possui esta numeração 79 na Tabela Periódica. O grupo envolvido no esquema é investigado pelos crimes contra o meio ambiente, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, contrabando, organização criminosa e descaminho (exportação de mercadoria proibida).

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