Estudantes da UEA fazem manifestação em frente a reitoria da instituição

Os alunos questionam a alteração na fórmula de cálculo da eleição para reitor e reivindicam melhorias na questão estrutural da universidade

Stephane Simões / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Estudantes da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) realizam, na manhã desta segunda-feira (2), uma manifestação em frente à reitoria da instituição, Avenida Djalma Batista, bairro Flores. O protesto é em repúdio ao decreto que altera a fórmula de cálculo da eleição, retirando o poder de decisão dos alunos no processo eleitoral.

Estudantes da UEA realizam manifestação em frente a reitoria da instituição, nesta segunda-feira (2) (Foto: Divulgação/Stephane Simões)

Neste momento, o Conselho Universitário (Consuniv) está reunindo e tem como pauta única deliberar se as gravações e atas do conselho são sigilosas ou não. Os alunos solicitam, com base na Lei da Transparência, acesso às gravações das reuniões realizadas nos dias 4 e 5 de dezembro de 2017, quando, segundo a reitoria da UEA, o Consuniv teria autorizado a mudança na fórmula.

Segundo o aluno e representante dos movimento, Leonardo Lopes, os alunos pedem o cumprimento do decreto no. 34.433, de 31 de janeiro de 2014, que permite ao alunos. “O reitor, antes de se candidatar, criou o decreto de número 38.804, no dia 19 de fevereiro de 2018, que não dá voz ao aluno, onde 70% das eleições é feita pelos professores. Uma universidade que é composta por alunos e não tem uma eleição justa. Queremos democracia. Queremos respeito”, disse.

Durante o protesto, os alunos relataram alguns problemas que a instituição possui em sua infraestrutura. “Os prédios estão totalmente ao léu, entregues às baratas. Os elevadores não funcionam, não tem papel higiênico, não tem copo. E o dinheiro entrando. Para onde está indo esse dinheiro?”, questionou Leonardo.

O restaurante universitário também tem sido criticado pelos alunos. De acordo com Leonardo, as comidas são servidas frias.“A maioria dos cursos são integrais e o aluno não tem nem onde comer dignamente”, acrescentou.

Os universitários esperam que o reitor os receba e ouça as reivindicações feitas por eles. Leonardo afirmou, ainda, que as manifestações continuarão até que haja um diálogo entre o reitor e os alunos.

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