Associação diz que professores de mais de cem escolas da Seduc suspenderam aulas

Os professores têm 19 itens na pauta de reivindicações feitas a Amazonino Mendes. Professores do Colégio Militar da Polícia Militar (CMPM I), unidade Petrópolis, aderiram ao movimento

Stephane Simões / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Já chega a 107 o número de escolas da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) com aulas paralisadas, nesta segunda-feira (19). Segundo a Associação Movimento de Luta dos Professores de Manaus (Asprom Sindical), as zonas oeste e norte são as mais atingidas. O sindicato afirma que unidades de mais de 30 municípios do interior já aderindo à paralisação. Os professores têm 19 itens na pauta de reivindicações feitas ao governador Amazonino Mendes (PDT).

Professores de escolas de Manaus suspenderam as aulas nesta segunda-feira (Foto: Divulgação)

De acordo com a entidade, a decisão pela suspensão das aulas foi determinada, em conjunto, pelos professores de cada escola. O sindicato afirmou que a liberação dos alunos fica sob a responsabilidade do gestor de cada escola.

A entidade diz, ainda, que o movimento é autônomo e que a greve poderá ser deflagrada somente na quinta-feira (22), a partir das 9h. “As escolas tomaram decisão autônoma, mas já tinha sido decidido, em assembleia, que cada escola iria agir da maneira que achasse melhor”, afirmou o professor Lambert Melo, o coordenador financeiro da Asprom Sindical.

Professores do Colégio Militar da Polícia Militar (CMPM), unidade Petrópolis, aderiram ao movimento (Diogo Rocha/Divulgação)

A Asprom Sindical ressaltou que, até o final do dia, o número de escolas que registram aulas suspensas pode aumentar. “Enquanto nós não resolvermos essa situação, nós não voltaremos a dar aula. A insatisfação é muito grande, a categoria se sente humilhada”, ressaltou o coordenador financeiro do sindicato.

Em Manaus, suspenderam as aulas professores de escolas como Petrônio Portela, bairro Dom Pedro, Colégio Militar da Polícia Militar (CMPM I), unidade Petrópolis, e escolas situadas na Avenida Noel Nutels, Cidade Nova.

A direção do CMPM I afirma que, embora um grupo de professores tenha se recusado a dar aula, a unidade não suspendeu as atividades. “Informamos que as aulas não foram suspensas. Na sede está tendo aula e, inclusive, haverá avaliação. Na Subunidade Cachoeirinha, os professores estavam na entrada, informando que eles não entrariam em sala, razão pela qual alguns pais não quiseram deixar os filhos, mas estamos funcionando normalmente”, disse a direção.
Reivindicações

Os trabalhadores da Educação reivindicam 35% de reajuste de reajuste salarial, pagamento de progressões atrasadas, auxílio alimentação para todos os servidores da Seduc, sem distinção de valores, com acréscimo de 100% sob o valor pago atualmente pelo governo. “Que não haja distinção, pois todos são servidores iguais. Quem está e quem não está na sala de aula e os administrativos, todos devem ganhar o mesmo valor”, ressaltou o professor.

Na manhã desta segunda-feira, a Asprom Sindical protocolou, na sede da Seduc, documento comunicando o secretário da Educação do Amazonas sobre a deflagração da greve. Junto com o comunicado, a entidade também protocolou as listas de frequência dos participantes da assembleia geral realizada na última sexta-feira (16), na Praça da Polícia, quando os professores decidiram pela greve. “Estamos todos unidos e realizando todo o processo legal para que a greve que vai ser instalada na quinta-feira, dia 22/03/2018, seja bem sucedida”, informou a diretoria da entidade, em comunicado.

A reportagem aguarda posicionamento da Seduc sobre a suspensão das aulas e sobre reivindicações dos professores.

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