Amazonas teve 12 casos de microcefalia associados ao zika

No Amazonas, em 2018, três crianças tiveram microcefalia associada ao vírus zika. São casos já confirmados, informou a Susam. O ‘boom’ da doença, em todo o País, ocorreu há três anos

Gisele Rodrigues contato@jornaldezminutos.com.br

Em 2018, três crianças tiveram microcefalia associada ao vírus zika, no Amazonas. Os dados são da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), que informou que os casos já estão confirmados. Até novembro, o Ministério da Saúde (MS) tinha identificado cerca de 372 casos prováveis de zika, em todo o Estado. Após três anos do surto da doença, o Amazonas já registrou 12 casos confirmados da malformação congênita em bebês.

Os casos de crianças com microcefalia pelo zika voltaram a crescer neste ano. Segundo a Susam, no ano passado, apenas dois casos foram identificados pelo órgão, em todo o Estado. Em 2018, pelo menos três já foram confirmados.

O ‘boom’ da doença no País ocorreu em outubro de 2015, mas foi em 2016 que o recorde de casos da deficiência neurológica foi registrada no Amazonas, quando sete bebês receberam confirmação do diagnóstico de microcefalia associada ao zika.

Desde 2015, o Centro de Reabilitação Colônia Antônio Aleixo, na zona leste, tornou-se referência na rede estadual de saúde em reabilitação neurofuncional de crianças com microcefalia relacionada à infecção pelo vírus zika.

A criação do centro foi uma das exigências do Ministério da Saúde após o surto de microcefalia. Na unidade, segundo a Susam, as crianças recebem atendimento especializado e individual em fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, nutrição, entre outros.

O recorde de casos da deficiência neurológica foi registrada, em 2016, no Amazonas, quando sete bebês receberam confirmação do diagnóstico (Foto: Sandro Pereira)

Tratamento

Não há tratamento específico para a microcefalia, somente ações de suporte para o desenvolvimento do bebê e da criança, conforme recomenda o Sistema Único de Saúde (SUS).

Todas as crianças com a malformação congênita confirmada devem, segundo o MS, ser inseridas no Programa de Estimulação Precoce, desde o nascimento até os 3 anos de idade – período em que o cérebro se desenvolve mais rapidamente. O serviço deve ser oferecido nos centros de reabilitação.

Cuidados

De acordo com o Ministério da Saúde, a microcefalia pode ser efeito de uma série de fatores de diferentes origens, como substâncias químicas e infecciosas, além de bactérias, vírus e radiação. Alguns exemplos são o vírus da rubéola, citomegalovírus, herpes, a toxoplasmose e alguns estágios da sífilis. No entanto, o órgão afirma que ela tem sido bastante associada também ao zika vírus, uma arbovirose transmitida pelo mosquito Aedes aegypiti.

A recomendação às gestantes é que não usem medicamentos não prescritos pelos profissionais de Saúde e que reforcem as medidas de prevenção ao Aedes aegypti, com o uso de repelentes indicados para o período de gestação e que usem roupas de manga.

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