Amazonas terá menos jovens e mais idosos daqui a 42 anos, aponta IBGE

Estudo do IBGE mostra que, até 2060, o número de nascimentos no Estado irá diminuir, enquanto que o de mortes terá crescimento

Com informações da assessoria

Manaus – Embora em ritmo menor, o Amazonas será um dos poucos Estado brasileiros que continuará crescendo até 2060, quando sua população passará de 5,8 milhões. Até 2060, o número de nascimentos deve diminuir no Estado, enquanto o número de mortes sofrerá alta, aumentando, assim, a média de idade do amazonense. As informações são da Projeção da População 2018, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que fez uma revisão do último estudo, de 2013.

A Projeção mostra que, em 2060, o Amazonas terá 97 idosos para cada 100 crianças, o que indica que terá, aproximadamente, o mesmo número de pessoas idosas e crianças. Neste ano, a média é de 16 idosos com 65 anos ou mais para cada 100 crianças de até 14 anos.

Amazonas terá menos jovens e mais idosos daqui a 42 anos, aponta IBGE (Foto: Marinho Ramos/Semcom)

Em 2018, conforme o IBGE, o Amazonas possuía a segunda maior taxa de fecundidade do País (2,28 nascimentos para cada mulher em idade reprodutiva), atrás apenas de Roraima (2,31). Essa fecundidade também vai entrar num processo de declínio, fazendo com que a taxa chegue em 2060 com 1,79 filhos por mulher em idade reprodutiva. Consequência do comportamento da mulher no tocante ao número de filhos tido; fato que vem ocorrendo nos últimos anos, e que se propagará para os anos seguintes.

Em 2018 nasceram, em todo Estado, 82.900 pessoas. Mas, para os próximos anos, a tendência é que esse número vá diminuindo. Estima-se que em 2040 nasçam em torno de 74.546 bebês. Vinte anos depois, em 2060, o Amazonas terá 67.046 nascimentos.

Em sentido contrário, a tendência do número de óbitos é crescer à medida em que os anos avançam. Em 2018 morreram no estado cerca de 21.920 pessoas. Em 2040 esse número vai chegar a 35.750. Para alcançar em 2060 em torno de 56.868 falecimentos por ano.

A razão de dependência compara as pessoas consideradas inativas (0 a 14anos e as de 60 anos ou mais) e a população potencialmente ativa (15 a 59 anos de idade). E, para os próximos anos, essa razão irá aumentar. Em 2018 a razão de dependência amazonense foi de 51,89%. Em 2060 essa mesma razão de pessoas inativas irá passar para 54,11%.

Devido à redução no número de nascimentos, a idade média do amazonense tende a aumentar nos próximos anos. Em 2018 a idade média da população local era de 25,6 anos. Em 2040 passaremos a ter uma média de idade de 33,56 anos; alcançando em 2060 uma média de 39,63 anos. Enquanto que o brasileiro terá idade média de 45,6 anos e gaúcho terá média de 47,8 anos.

Nove estados apresentam idade média abaixo de 30 anos (compreendem todos os estados do Norte, além de Alagoas e Maranhão). São estados com taxas de fecundidade total mais elevadas e situam-se mais tardiamente na transição da fecundidade. O estado mais jovem do Brasil é o Acre, com idade média de 24,9 anos em 2018. Por outro lado, os estados das regiões Sul e Sudeste apresentam idade média da população acima da projetada para o Brasil, sendo o Rio Grande do Sul o mais envelhecido, com 35,9 anos.

Menos jovens e mais idosos no AM

A Projeção da População também permite medir o envelhecimento populacional comparando a população com 65 anos ou mais de idade e os menores de 15 anos, através do índice de envelhecimento da população. Para o Amazonas esse índice em 2018 mostra que temos 16 idosos com 65 anos ou mais para cada 100 crianças de até 14 anos. Em 2040 esse número de idosos chegará a 46. E, em 2060 alcançará 97 idosos para cada 100 crianças; o que indica que teremos praticamente o mesmo número de pessoas idosas e crianças.

Esse comportamento se diferencia entre os Estados, e essa inversão pode ocorrer antes ou depois do comportamento nacional. O Rio Grande do Sul é apontado como aquele que primeiro experimentará uma proporção maior de idosos do que de crianças de até 14 anos, em 2029. Após 4 anos, em 2033, o Rio de Janeiro e Minas Gerais também deverão ter mais idosos do que crianças. Outros estados mais jovens, como Amazonas e Roraima, continuarão com mais crianças do que idosos até o limite da projeção (2060).

População

Com nova versão da projeção demográfica, o IBGE estima que a população brasileira comece a entrar em queda a partir de 2048. Na projeção passada essa curva começava em 2043. Em 2018, o Amazonas contabilizava uma população de 4.080.611 pessoas.

Considerando as componentes demográficas, o Estado contará com uma população de 5.262.059 pessoas em 2040; alcançando em 2060 uma população de 5.815.537. Toda essa evolução será influencia por uma taxa de crescimento que em 2018 foi de 1,61%, passando para uma descendente até chegar em 2040 com 0,81% de crescimento; culminando em 2060 com 0,24%.

Segundo a Projeção da População, cinco Estados brasileiros começarão a perder população já a partir de 2040: Piauí, Alagoas, Bahia, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Outros oito regredirão a partir de 2050: Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná. Mais 6 Unidades da Federação começarão a declinar em 2060: Rondônia, Pará, Tocantins, Sergipe, Espirito Santo e Distrito Federal. Somente 8 estados ainda estarão crescendo lá em 2060: Acre, Amazonas, Roraima, Amapá, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás.

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