Agentes penitenciários decidem possível greve em até 15 dias

A pauta apresentada pede do governador Amazonino Mendes a aprovação do plano de cargos, carreiras e salários, o reajuste de 100% e o retorno do ticket alimentação

Stephane Simões

Manaus – Os agentes penitenciários do Estado vão definir, no prazo de 15 dias, se deflagrarão uma possível greve da categoria. Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado do Amazonas (Sinspeam), Rocinaldo Silva, em uma reunião realizada com o chefe da Casa Civil do Amazonas, na manhã desta segunda-feira (26), na sede do governo, na Avenida Brasil, bairro Compensa, zona oeste, o governo deu um prazo de quinze dias para que a categoria se reúna com o governador Amazonino Mendes (PDT).

“Os nossos movimentos são pacíficos, dentro da legalidade. Eles nos deram esse prazo de quinze dias, mas afirmaram que as pautas já seriam adiantadas. Caso o governo não cumpra o prazo estabelecido, a categoria se reunirá e decidirá pela greve”, disse.

Agentes penintenciários protestaram em frente à sede do governo, na manhã de segunda-feira (Foto: Raquel Miranda)

Rocinaldo afirmou que, atualmente, o sindicato possui 120 agentes penitenciários, sendo 70 concursados. “Os outros vieram de outras categorias extintas, como topógrafos”, completou.

A pauta apresentada pede a aprovação do plano de cargos, carreiras e salários, o reajuste de 100% e o retorno do ticket alimentação. “Nós estamos a 25 anos sem receber reajuste. O nosso ticket alimentação foi cancelado e nós queremos que seja baseado no valor que a PC (Polícia Civil) recebe, que é R$600. Além disso, queremos que seja realizado um concurso público para 1.700 agentes”, acrescentou o presidente do Sinspeam.

O Sinspeam afirmou que a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) possuiu um efetivo de mais de cem policiais militares trabalhando na parte administrativa. Para eles, esses policiais deveriam estar nas ruas protegendo a população.

“Nós não somos contra os policiais, somos contra a colocação deles. Eles deveriam estar fazendo a guarda dos muros do presídio, mas ficam na parte administrativa. Para nós, eles deveriam estar na rua”, afirmou o presidente do sindicato.

Em nota, a Seap disse que não procede a denúncia da categoria, sobre o quantitativo de policiais militares na secretaria. Segundo a Seap, atualmente a secretaria possui em seu quadro, 62 policiais militares, sendo 90% desse número correspondendo a militares que estão lotados nos setores operacionais e unidades prisionais do Amazonas.

A secretaria disse, ainda, que o titular da pasta, coronel Cleitman Coelho, vem se reunindo com a titular da Secretaria de Estado de Administração e Gestão (Sead), Angela Bulbol de Lima, para tratar de demandas relacionadas aos agentes penitenciários de carreira no sistema prisional do Amazonas, que atualmente dispõem de um quadro de 65 agentes. Segundo a Seap, entre os pontos das reuniões estão o plano de cargos e carreiras dos agentes, tendo em vista os reajustes salariais para a categoria e o concurso público para novos agentes.

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