Vin Diesel promete recordes com ‘Velozes e Furiosos 8’, que estreia em 1.400 salas

Estadão/Dez Minutos

Foto: Universal

Madri – Em seus 16 anos de duração, a franquia Velozes e Furiosos rendeu US$ 3,89 bilhões (cerca de R$ 12,2 bilhões). Só o filme anterior, que precisou ser completado com imagens de arquivo e digitalizadas de Paul Walker, morto durante as filmagens num acidente de carro, faturou US$ 1,5 bilhão, o dobro do anterior. Com bilheteria grande e crescente, não é surpresa nenhuma que haja um Velozes e Furiosos 8, estreia desta quinta-feira, 13, no Brasil. F. Gary Gray, que assume a direção depois do sucesso Straight Outta Compton: A História do N.W.A., confessa, em entrevista ao Estado em Madri, um certo nervosismo. “Sabia que precisava elevar as interpretações, a história, a ação.”

Uma das estratégias foi colocar os conhecidos personagens – Dom (Vin Diesel), Letty (Michelle Rodriguez), Roman (Tyrese Gibson), Tej (Ludacris) – em paisagens pouco conhecidas, como Cuba e Islândia. Rodar na ilha foi um desafio e um prazer, explica o diretor. “Precisamos negociar muito, o governo tinha de estar envolvido”, disse. “Foi a primeira vez que tudo aquilo pôde acontecer, por exemplo, filmar Havana do alto, com um avião americano sobrevoando a cidade. Foi incrível e complicado. Mas era o jeito certo de abrir nosso filme: colorido, festivo, sensual, sexy.”

A trupe está na cidade para a lua de mel de Dom e Letty, que finalmente se juntam depois de tantos percalços. Claro que os dois não vão ser felizes para sempre. Logo, Dom é abordado por Cipher (Charlize Theron), que o recruta para uma missão secreta – ele vai usar seus parceiros num crime sem que saibam. É assim que Hobbs (Dwayne Johnson) vai parar na cadeia, de onde acaba escapando, com ajuda, ao lado de seu arquirrival Deckard (Jason Statham).

É isso mesmo: Charlize Theron, ganhadora do Oscar, é a vilã de Velozes e Furiosos 8. “Sou atriz há mais de 20 anos. Tenho um ótimo relacionamento com a Universal (produtora da série). Estava trabalhando num filme do estúdio quando bem informalmente me perguntaram se estaria interessada se criassem uma personagem bem durona”, contou Theron ao Estado. “Mulheres não costumam brincar nessa caixinha de areia. Os grandes atores do sexo masculino podem interpretar todos os personagens divertidos e psicóticos. Então tinha algo interessante aí para uma atriz, do sexo feminino, explorar.”

Para ela, as coisas estão mudando – e ter uma mulher como chefe do estúdio que produz a franquia faz diferença. “Donna Langley realmente quer que o cinema reflita o mundo, com grandes atrizes e histórias. Ela não está tentando fazer necessariamente filmes feministas, está ousando e tentando dar às mulheres as mesmas liberdades que os homens têm no cinema.” Ainda assim, Theron se preocupa com a manutenção. “Sempre me senti inspirada por Sigourney Weaver em Alien, e Linda Hamilton em O Exterminador do Futuro. Essas mulheres abriram o caminho, mas essa tendência deveria ter continuado e crescido”, afirmou.

“Olhando para a temporada de verão, tem Scarlett Johansson em A Vigilante do Futuro – Ghost in the Shell e Sofia Boutella em A Múmia. Que ótimo. Mas precisamos de mais. Precisamos manter e crescer. E que o espectador vá ver esses filmes. Que sejam bons negócios. É um problema porque se um deles fracassa, todo mundo acha que eles não dão certo”, acrescentou a atriz.” No caso de Velozes e Furiosos 8, porém, a possibilidade é mínima.

NÚMEROS

* 89 bilhões de dólares (cerca de R$ 12,2 bilhões) rendeu a franquia em seus 16 anos de duração

* 1,5 bilhão de dólares obteve o episódio 7 da franquia – que teve cenas digitalizadas de Paul Walker, morto durante as filmagens num acidente de carro -, o dobro de ‘Velozes e Furiosos 6’

 

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