Netflix lança ‘Glow’, sua série mais original sobre luta livre feminina

Conta a história de uma atriz desempregada que tenta conquistar seu caminho na Los Angeles, nos anos 1980; veja o trailer

Estadão/Dez Minutos

Cena da sére ‘Glow’, da Netflix, sobre luta livre feminina Foto: Netflix

São Paulo  – Glow é a sigla para “Gorgeous Ladies of Wrestling”, ou “as maravilhosas damas da luta”, em português, e é o nome da aposta “mais original” da Netflix, segundo seu único protagonista masculino, o ator Marc Maron.

A série, que estreia nesta sexta-feira, 23, é inspirada em um programa real de luta livre feminina dos anos 1980 e conta a história de Ruth Wilder (Alison Brie), uma atriz desempregada que tenta conquistar seu caminho na Los Angeles da época.

Como última oportunidade para alcançar o sucesso, Wilder acaba se unindo a um peculiar grupo de 14 mulheres “deslocadas” de Hollywood, que, nas mãos de Sam Sylvia (Marc Maron), tentaram se transformar em estrelas da luta livre feminina.

O ator, um comediante que durante anos teve sua própria série de televisão – “Maron” -, brincou em uma entrevista à Efe, em Londres, sobre o fato de ser o único homem em um elenco formado por mais de uma dezena de mulheres. “No começo, eu tive medo”, disse, entre risos.

Voltando a falar sério, Maron garantiu que o ambiente do set de filmagens foi “muito caloroso” e que foi “fantástico” trabalhar nesse ambiente feminino. O ator, que em “Glow” encarna um diretor de filmes B transformado em treinador, destacou a “perseverança” de seu personagem como sua qualidade mais admirável, mas também criticou sua “falta de consciência”.

Já Alison Brie, atriz que dá vida à protagonista da série, não encontrou em Ruth qualquer atributo de que não goste.

“Gosto de tudo nela, sua paixão, sua confiança. Não vejo nada de ruim em sua personalidade, pois, em geral, tento não julgar os papéis que interpreto”, revelou a atriz norte-americana conhecida por séries como “Mad Man” e “Community”.

Brie assegurou que todo o conceito de “Glow” é “muito novo e diferente”, e, em sua opinião, era algo que não fora feito antes porque “não havia a voz artística adequada para contar essa história”.

Até que apareceram Liz Flahive (“Homland”) e Carly Mensch (Orange is the New Black), que decidiram embarcar no projeto porque queriam fazer “algo grandioso e com um enfoque feminino”.

Em entrevista à Efe, Liz explicou que ela e Carly esbarraram “por acaso” com o programa original “Glow” de 1986 – que durou cinco temporadas -, e que, a partir de então, passaram a pesquisar sobre luta livre feminina. Foi assim que surgiu a ideia da série.

“Não sabíamos coisa alguma sobre luta livre feminina, mas sabíamos que era isso o que queríamos fazer, de maneira que começamos a estudar sobre o tema”, afirmou a cocriadora.

Uma das coisas mais bonitas da série, segundo Liz, é que o programa mostra como as protagonistas, ainda que estejam lutando entre si, “no fundo, apoiam-se mutuamente, cuidam umas das outras e tentam não se machucar”.

A roteirista assegurou que a experiência de levar a série adiante foi “maravilhosa” e “algo muito diferente de tudo o que havia feito antes”. Ela também adicionou que espera que a série seja bem recebida por um público heterogêneo.

Apesar de não poder garantir que haverá uma segunda temporada, uma vez que isso depende da Netflix, Liz afirmou que “adoraria” que isso acontecesse, porque “há muita história para contar”.

O tom musical da série é dado pela cantora Kate Nash que, além de interpretar uma das lutadoras, oferece sua voz para cantar um rap em uma das partes “mais emocionantes” dos dez episódios que compõem a temporada.

Nash disse à Efe que, para ela, cantar e atuar “são coisas muito diferentes”, pois, no primeiro caso, “toda a responsabilidade recai sobre si” e, no segundo, “você é parte de um todo”.

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