Noite para ‘caetanear’ ao som da família Veloso

O baiano Caetano Veloso se apresenta em Manaus, devidamente acompanhado dos filhos, neste sábado (5), a partir das 21h, no Studio 5 Centro de Convenções, bairro Distrito Industrial, zona sul da cidade

Bruno Mazieri

Manaus – Quando o baiano Caetano Veloso decidiu reunir seus filhos em cena, o sentimento de temor rodeava seus pensamentos. Segundo ele, existia o receio de não estarem preparados para “algo realmente comunicativo”. Ledo engano! Sucesso de crítica e público por onde tem passado, a turnê do show ‘Ofertório’ – formada por Zeca, Tom, Moreno e, claro, Caetano – chega a Manaus, neste sábado (4), às 21h, no Studio 5 Centro de Convenções, bairro Distrito Industrial, zona sul da cidade.

O cantor Caetano Veloso estará em Manaus, neste sábado (5), com o show ‘Ofertório’,no qual será acompanhado pelos filhos Tom, Moreno e Zeca (Foto: Divulgação)

Em entrevista a REDE DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (RDC), o chefe do clã Veloso fala sobre a criação do show, escolha de repertório, perpetuação do DNA musical da família e adianta que quer levar dois de seus filhos “para ver o Rio Negro, uma das coisas mais lindas que existem”.

– Após cinco meses de turnê, como tem sido a receptividade do público pelas cidades pelas quais vocês já passaram?

Caetano Veloso – Ótima! Nós ficamos estimulados pela resposta do público a nosso show que é tão delicado e vulnerável, mas carinhosamente trabalhado. As plateias, desde a estreia no Rio (de Janeiro), nos deu a dimensão do nosso show. Tinha paixão pelo nosso encontro, mas temia que não tivéssemos preparado algo realmente comunicativo. Quando estreou, vimos que não havia o que temer.

– Como surgiu a ideia de criar esse show em família?

CV – Surgiu em minha cabeça, em meu coração. Sozinho sonhei com isso por um bom tempo. Quando todos, finalmente, quiseram e puderam vir, me animei e até hoje tenho meu foco nisso.

– Como essa turnê, você perpetua o DNA musical da família Veloso?

CV – O DNA da família Veloso não é especialmente musical. É uma sorte que meus filhos gostem de fazer música, assim posso ficar fisicamente mais perto deles, mesmo depois que eles cresceram. Mas o mais importante, para mim no nosso show, embora passe pela música, é extramusical. É o clima e o jeito que veio do Recôncavo Baiano e se misturou com  a cultura de Salvador e do Rio, de onde são as mães deles. É a atmosfera que existe em nossas vidas e que passa para quem assiste, por meio do cenário de Hélio Eichbauer, do nosso modo de levar o show, do nosso sentimento diante do assombro do mundo.

– Como foi a escolha de repertório?

CV – Muito orgânica. Tom pediu logo que cantássemos ‘O Seu amor’, de (Gilberto) Gil, abrindo vozes. Eu queria que Moreno cantasse ‘Um Passo à Frente’ e que Zeca cantasse ‘Todo Homem’ (que se tornou o maior êxito de nossa temporada). Zeca me pediu que cantasse ‘Alegria, Alegria’. Eu tinha certeza de que cantaria ‘Ofertório’ e ‘Reocnvexo’. E o show ganhou forma. O resultado para mim é uma experiência de grande beleza.

– Como é voltar a Manaus e acompanhado da família?

CV – Quero levar Zeca e Tom para ver o Rio Negro, uma das coisas mais lindas que existem. Moreno e eu já conhecemos Manaus, mas os dois mais novos, não. E quero reencontrar uma plateia manauara – e ver meus filhos encarando-a.

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